
Trump e Putin voltam a se aproximar: nova reunião marcada em Budapeste
Conversas entre os dois líderes ocorrem às vésperas do encontro de Trump com Zelensky na Casa Branca — e reacendem o debate sobre o fim da guerra na Ucrânia
Donald Trump voltou a falar com Vladimir Putin. Nesta quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos e o líder russo tiveram uma ligação de mais de duas horas, marcada por elogios mútuos e promessas de um novo encontro — desta vez, em Budapeste, na Hungria.
O diálogo, revelado pelo próprio Trump em sua rede Truth Social, aconteceu um dia antes de ele receber o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na Casa Branca. Segundo o republicano, a conversa foi “produtiva” e tratou desde o comércio bilateral até possíveis passos para “encerrar a guerra na Ucrânia”.
“Foi uma ótima conversa. Putin me parabenizou pela conquista da paz no Oriente Médio e falamos sobre o futuro das relações entre nossos países após o fim da guerra”, escreveu Trump, mantendo o tom de líder pacificador que tem sustentado desde sua campanha de 2024.
A ligação reacende especulações sobre o papel dos Estados Unidos nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. Fontes da Casa Branca disseram que o diálogo durou mais de duas horas e que Trump continua acreditando ser possível reunir Putin e Zelensky em uma mesa de negociações.
O contato também ocorre em um momento delicado. Zelensky tem pressionado Washington a autorizar a venda de mísseis Tomahawk, capazes de atingir alvos em território russo — algo que, segundo ele, forçaria Putin a levar mais a sério as tratativas de paz.
O enviado russo Kirill Dmitriev classificou o telefonema como “positivo e promissor”, afirmando que os dois líderes “definiram claramente os próximos passos”.
Trump, por sua vez, tenta manter sua imagem de negociador global. Desde a campanha presidencial de 2024, ele promete colocar fim aos conflitos na Ucrânia e em Gaza, criticando Joe Biden pela “falta de liderança” na política externa.
Mas, apesar do otimismo, o histórico mostra que Putin ainda não deu sinais concretos de ceder. E, enquanto as promessas de paz seguem sendo feitas ao som de discursos e sobrevoos de aviões militares, a guerra na Ucrânia continua — e o mundo observa, entre ceticismo e esperança, o novo capítulo dessa improvável aliança diplomática.