
Trump e Xi Jinping apertam mãos e selam acordo estratégico sobre comércio e terras raras
Primeiro encontro presencial em seis anos reforça trégua comercial e estabelece compromissos econômicos entre EUA e China
Em Busan, Coreia do Sul, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, se encontraram pessoalmente pela primeira vez em seis anos. O aperto de mãos marcou o início de uma reunião que buscava aliviar tensões na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, um embate que ameaça a estabilidade da economia global.
O encontro, primeiro do segundo mandato de Trump, durou cerca de 1h30, sem declarações formais à imprensa, mas os líderes foram vistos conversando brevemente e apertando as mãos novamente antes de se separarem. Trump embarcou de volta para Washington, enquanto Xi seguiu para Gyeongju, onde participará da cúpula da APEC.
Mais tarde, Trump anunciou a assinatura de um acordo sobre fornecimento de terras raras, essenciais para tecnologia e indústria global, válido por 12 meses e com possibilidade de renovação anual. Além disso, o presidente norte-americano concordou em reduzir tarifas sobre produtos relacionados ao fentanil provenientes da China para 10%.
A guerra na Ucrânia também foi pauta das conversas. Trump afirmou que discutiram o tema “bastante” e que buscarão soluções em conjunto. Em tom de satisfação, avaliou o encontro com nota 12 em uma escala de 1 a 10.
Xi Jinping, por sua vez, destacou que ambas as equipes econômicas e comerciais chegaram a um consenso sobre questões comerciais e econômicas importantes, reforçando a necessidade de implementar rapidamente os acordos e apresentar resultados concretos para tranquilizar economias globais.
O encontro evidenciou a urgência de manter a estabilidade econômica mundial. Nos últimos meses, tarifas agressivas de Trump e medidas retaliatórias da China aumentaram a tensão, deixando claro que nenhum dos lados quer arriscar um colapso financeiro global.
Antes da reunião, Trump anunciou a retomada de testes nucleares pelos EUA, citando a China e a Rússia como motivação, mas garantiu que a medida não criaria um ambiente de risco. Ele reforçou que a intenção é manter controle e equilíbrio estratégico, com a meta de avançar rumo à desnuclearização.
O encontro em Busan, portanto, não apenas fortaleceu a trégua comercial, mas também mostrou que EUA e China estão dispostos a negociar soluções pragmáticas, mantendo diálogo aberto e medidas concretas para evitar impactos negativos globais.