Trump elogia libertação de presos políticos e agradece Venezuela por “ato humanitário”

Trump elogia libertação de presos políticos e agradece Venezuela por “ato humanitário”

Presidente dos EUA vê gesto como sinal de reaproximação e cooperação após semanas de tensão diplomática

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou publicamente o governo interino da Venezuela pela libertação de presos políticos, classificando a medida como um “gesto humanitário” e um avanço importante na relação entre os dois países. A declaração foi feita nesta segunda-feira (26) por meio da rede social Truth Social.

Segundo Trump, o processo de libertação está ocorrendo em ritmo acelerado e deve ganhar ainda mais intensidade nos próximos dias. “Tenho o prazer de informar que a Venezuela está libertando seus presos políticos rapidamente, e esse ritmo deve aumentar em breve. Quero agradecer à liderança venezuelana por concordar com esse gesto humanitário tão significativo”, escreveu o republicano.

O presidente norte-americano destacou o movimento como um sinal positivo de cooperação, em um momento delicado do relacionamento bilateral, marcado por sanções, disputas políticas e mudanças recentes no comando do país sul-americano.

Solturas em série

A fala de Trump ocorre após uma série de libertações promovidas pelas autoridades venezuelanas nas últimas semanas. De acordo com o Foro Penal, organização de referência na defesa dos direitos humanos no país, ao menos 104 presos políticos foram libertados no domingo (25), em unidades prisionais espalhadas por diferentes regiões da Venezuela.

Um levantamento mais amplo, divulgado também nesta segunda-feira, aponta que pelo menos 266 detidos já foram soltos, segundo dados atualizados do Foro Penal e compartilhados por seu presidente, Alfredo Romero. A entidade ressalta que os números podem continuar crescendo à medida que novas verificações forem concluídas.

Mudança de cenário político

As libertações fazem parte de um processo iniciado após a mudança de liderança em Caracas, que ocorreu depois da captura de Nicolás Maduro em uma operação militar liderada pelos Estados Unidos no início de janeiro. Desde então, o governo interino tenta sinalizar abertura política e disposição para aliviar a repressão que marcou os últimos anos no país.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que centenas de detidos já foram libertados desde dezembro, em uma tentativa de demonstrar avanços concretos diante da crise política e das denúncias de violações de direitos humanos.

Apesar disso, opositores e organizações independentes alertam que parte dos libertados ainda enfrenta restrições judiciais ou aguarda confirmação oficial de sua situação legal, o que mantém dúvidas sobre o alcance real das medidas anunciadas.

Ainda assim, o reconhecimento público de Trump indica uma mudança de tom significativa e sugere que Washington pode estar disposta a recalibrar sua relação com Caracas, caso os sinais de abertura se confirmem.

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