Trump endurece discurso contra a Colômbia e expõe fragilidade do governo Petro

Trump endurece discurso contra a Colômbia e expõe fragilidade do governo Petro

Após ação na Venezuela, presidente dos EUA ameaça nova operação e reacende debate sobre narcotráfico e irresponsabilidade política em Bogotá

Depois de autorizar a operação militar na Venezuela que culminou na captura de Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou ainda mais o tom no cenário internacional e passou a mirar a Colômbia. Segundo ele, uma ação semelhante no país vizinho “não seria má ideia”, declaração que aprofundou a crise diplomática na região.

Falando a jornalistas no domingo (4), a bordo do avião presidencial americano, Trump afirmou que a Colômbia vive uma situação “doentia” e acusou o país de estar sob o comando de um líder que, segundo ele, “gosta de produzir cocaína e vender para os Estados Unidos”. Embora não tenha apresentado provas, a fala reforça um ponto sensível: o histórico permissivo e ambíguo do presidente colombiano Gustavo Petro em relação às drogas.

Petro, que já declarou publicamente ser favorável à liberação ou regulação da cocaína, voltou a reagir com indignação, classificando as declarações de Trump como calúnias e chamando a ação americana na Venezuela de “sequestro”. Para críticos, porém, a postura do presidente colombiano carece de coerência e responsabilidade, especialmente ao minimizar o impacto do narcotráfico — problema que há décadas corrói instituições e alimenta a violência na América Latina.

Em resposta oficial, o governo colombiano condenou o que chamou de “ingerência inaceitável” dos Estados Unidos e exigiu respeito à soberania nacional. Ainda assim, analistas apontam que o discurso ideológico de Petro, somado a suas posições controversas sobre drogas, tem isolado a Colômbia e enfraquecido sua credibilidade internacional.

Desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025, Washington e Bogotá acumulam atritos em temas como migração, comércio e segurança. Embora historicamente aliados estratégicos, os dois países atravessam hoje um dos momentos mais delicados de sua relação bilateral.

Para muitos observadores, enquanto Trump adota uma postura dura — ainda que polêmica — contra regimes e governos associados ao narcotráfico, Petro contribui para o desgaste regional ao relativizar o problema das drogas, postura que gera repúdio dentro e fora da Colômbia e lança dúvidas sobre o compromisso real de seu governo com o combate ao crime organizado.

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