Petro ameaça voltar às armas e agrava crise com os EUA

Petro ameaça voltar às armas e agrava crise com os EUA

Declaração do presidente colombiano provoca repúdio e eleva tensão após ação americana na Venezuela

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, causou forte reação internacional nesta segunda-feira (5) ao declarar que poderia “voltar a pegar em armas” em resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala ocorre em meio ao aumento das tensões regionais após os bombardeios americanos na Venezuela, no último sábado.

Ex-integrante de grupo guerrilheiro, Petro afirmou nas redes sociais que havia prometido não voltar a usar armas desde o acordo de paz firmado em 1989, mas sugeriu romper esse compromisso. A declaração foi amplamente vista como irresponsável, especialmente por partir de um chefe de Estado que deveria defender estabilidade institucional e diplomacia, não ameaças armadas.

Trump, por sua vez, havia criticado duramente o presidente colombiano no fim de semana, acusando-o de envolvimento com o narcotráfico e afirmando que ele deveria “cuidar do próprio traseiro”. O presidente americano também disse que uma operação semelhante à realizada na Venezuela “soaria bem” para a Colômbia, elevando ainda mais o tom do embate.

Em reação, Petro condenou a ação dos EUA contra o regime venezuelano e classificou a captura de Nicolás Maduro como um “sequestro”, além de negar qualquer vínculo com o tráfico de drogas. Ainda assim, suas palavras — ao recorrer a uma retórica armada — foram recebidas com repúdio por setores políticos e analistas, que veem na postura do colombiano um retrocesso perigoso e incompatível com a responsabilidade de seu cargo.

Desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025, os dois líderes acumulam choques públicos sobre temas como migração, tarifas e segurança regional. Apesar de Colômbia e Estados Unidos serem aliados históricos nas áreas militar e econômica, a relação bilateral vive seu pior momento em décadas.

As falas de Petro, longe de contribuir para o diálogo, reforçam um cenário de instabilidade e colocam em dúvida o compromisso do governo colombiano com a paz e a diplomacia, pilares essenciais em uma região já marcada por conflitos e crises políticas.

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