
Trump fecha acordo com a União Europeia e reduz tarifa: EUA ganham em energia e armas
Bloco europeu vai investir no setor energético dos Estados Unidos e comprar equipamentos militares americanos, em troca da queda nas tarifas para 15%.
Depois de meses de tensões e ameaças de um novo tarifaço, o ex-presidente e atual líder americano Donald Trump selou um acordo com a União Europeia que reduz as tarifas comerciais para 15%. Em troca, os países europeus vão investir pesadamente no setor de energia dos EUA e comprar armamentos produzidos em solo americano.
O pacto é mais do que um alívio para exportadores e importadores dos dois lados do Atlântico — é também uma vitória política para Trump, que vem tentando mostrar força em sua estratégia de “América Primeiro” ao mesmo tempo em que evita o isolamento econômico.
Segundo fontes próximas à negociação, o acordo prevê que países do bloco europeu também reforcem parcerias em infraestrutura energética, o que pode incluir gás natural liquefeito (GNL) e tecnologias de energia limpa. Já do lado militar, a compra de equipamentos dos EUA fortalece a indústria de defesa americana e, de quebra, garante empregos em território nacional — ponto chave nos discursos de campanha de Trump.
Apesar do avanço nas negociações, o anúncio pegou muitos de surpresa, inclusive parlamentares brasileiros que estavam nos Estados Unidos tentando suavizar os impactos de tarifas impostas anteriormente a produtos do Brasil. Um dos líderes da missão, o senador Nelsinho Trad, revelou que o setor privado americano chegou a propor um manifesto pedindo a prorrogação do prazo do tarifaço, o que mostra que nem todos por lá estavam satisfeitos com o endurecimento comercial.
O cenário, no entanto, ainda está longe de se estabilizar. No Brasil, o governo corre contra o tempo para reagir ao impacto das medidas anteriores. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já afirmou que o momento exige firmeza diante de qualquer ameaça externa.
Enquanto isso, Trump segue consolidando acordos estratégicos que fortalecem sua imagem de negociador implacável — ainda que o custo da barganha, como sempre, seja mais sentido pelos países em desenvolvimento.