Trump fecha o cerco ao Irã e ameaça parceiros com tarifa salgada

Trump fecha o cerco ao Irã e ameaça parceiros com tarifa salgada

Casa Branca impõe taxa de 25% a qualquer país que faça negócios com Teerã; medida atinge gigantes globais e pode respingar no Brasil

Donald Trump resolveu apertar ainda mais o botão da pressão internacional. O presidente dos Estados Unidos anunciou que vai aplicar uma tarifa de 25% sobre qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã. A ordem entra em vigor imediatamente e faz parte da estratégia de isolar Teerã, que enfrenta uma onda de protestos internos reprimidos com violência.

Em tom direto, do jeito que já virou marca registrada, Trump avisou nas redes sociais que não tem meio-termo: quem negociar com o Irã vai pagar mais caro para negociar com os Estados Unidos. Segundo ele, a decisão é “final” e sem espaço para negociação.

A bomba tarifária tem potencial de causar um efeito dominó no comércio global. O Irã mantém negócios com países de peso, como China, Índia e Turquia — todos com laços importantes com Washington. Traduzindo para o bom português: a conta pode chegar pesada para muita gente.

Brasil entra no radar

O Brasil também acompanha a decisão com atenção. O Irã é um dos principais parceiros comerciais brasileiros no Oriente Médio. Só em 2024, as exportações do Brasil para Teerã passaram dos US$ 3 bilhões, impulsionadas principalmente pelo agronegócio. Soja, milho, açúcar e carne bovina lideram a lista, enquanto o Brasil importa fertilizantes iranianos, fundamentais para o campo.

Desde o ano passado, o Irã também integra o Brics, bloco que inclui o Brasil e outras economias emergentes, o que torna o cenário ainda mais delicado do ponto de vista diplomático e comercial.

Enquanto isso, Trump segue no seu estilo “linha dura”, ampliando tarifas e pressionando parceiros estratégicos. A China, maior compradora de petróleo iraniano, pode sentir o golpe, assim como a Índia, que já enfrenta taxas elevadas em outros produtos.

No pano de fundo, ainda paira uma decisão da Suprema Corte dos EUA que pode limitar o alcance dessas tarifas globais. Trump, claro, já reclamou: disse que, se perder, os EUA podem ter de devolver bilhões e ainda enfrentar pedidos de compensação de empresas afetadas.

Resumo da jogada, no clima carioca: Trump subiu o som, botou a tarifa lá em cima e avisou que não vai baixar o volume tão cedo. Agora, o mundo tenta entender quem vai dançar conforme a música — e quem vai pagar a conta.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags