
Trump impõe sanções a Alexandre de Moraes e pode bloqueá-lo até de usar cartão de crédito
Crise entre os EUA e o Judiciário brasileiro se intensifica com inclusão do ministro do STF na Lei Magnitsky, norma usada para punir violadores de direitos humanos
A tensão diplomática entre Estados Unidos e Brasil ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (30), quando o governo Trump anunciou sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A medida foi tomada com base na Lei Magnitsky, uma legislação americana que permite penalidades severas a indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou corrupção — mesmo sem condenação judicial.
Segundo o Tesouro americano, Moraes agora consta na lista de alvos da lei, com seus dados pessoais, como número de passaporte e identidade, registrados oficialmente no sistema. Na prática, isso significa que ele poderá ter contas e bens bloqueados em qualquer país que opere com o sistema financeiro dos EUA. Além disso, pode perder acesso a cartões de crédito internacionais e até a plataformas digitais como Google, YouTube, Gmail e redes sociais.
Apesar da gravidade das sanções, fontes próximas ao ministro afirmam que ele não possui contas ou investimentos nos EUA e tem tratado o assunto com serenidade. Segundo a colunista Míriam Leitão, Moraes tem dito a aliados que não se sente afetado pela decisão nem pretende reagir.
Por outro lado, dentro do governo brasileiro, o clima é de preocupação. Membros da diplomacia veem a medida como um duro golpe nas negociações comerciais entre os países e avaliam que a crise entrou em um estágio imprevisível. Ainda não se sabe se o Brasil responderá oficialmente.
A Lei Magnitsky, sancionada por Barack Obama em 2012 e ampliada em 2016, permite que o Executivo americano aplique sanções unilaterais contra estrangeiros acusados de abusos de poder ou corrupção, sem necessidade de julgamento. As penalidades vão desde congelamento de ativos e bloqueio de operações financeiras até restrições de entrada nos EUA e suspensão de contas digitais. Multinacionais como Google, Meta, Amazon e Apple são obrigadas a cumprir essas ordens.
A inclusão de Moraes na lista causa controvérsia. Especialistas em direito internacional apontam que ele atua dentro de um sistema democrático, com decisões referendadas por um tribunal colegiado. Mesmo assim, a ofensiva norte-americana representa uma escalada sem precedentes no embate entre Trump e o Judiciário brasileiro.
Se quiser, posso reescrever com tom mais crítico, irônico ou informal também.