
Trump na mira dos arquivos de Epstein? Casa Branca reage, mas dúvidas persistem
Presidente dos EUA nega irregularidades, enquanto cresce a pressão por transparência sobre documentos ligados ao caso Epstein
A ligação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o bilionário Jeffrey Epstein voltou ao centro das atenções. Segundo o Wall Street Journal, Trump foi informado em maio pela procuradora-geral, Pam Bondi, de que seu nome consta nos documentos do Departamento de Justiça relacionados a Epstein — figura central em um escândalo de tráfico sexual que terminou com sua morte em uma cela, em 2019.
Embora estar mencionado nos arquivos não indique necessariamente envolvimento direto ou ilegalidade, o simples fato de aparecer entre os nomes tem alimentado uma onda de especulações — algo que nem a Casa Branca conseguiu conter totalmente.
Em resposta à reportagem, um porta-voz oficial chamou tudo de “notícia falsa”. Já Steven Cheung, assessor direto de Trump, disparou contra a imprensa e os democratas, comparando o caso ao “Russiagate”. Bondi, por sua vez, reiterou que nada nos documentos justificaria investigação ou acusação contra o presidente.
Apesar da tentativa de conter os danos, um funcionário da própria Casa Branca — sob anonimato — admitiu à agência Reuters que Trump realmente é citado em arquivos anteriores, divulgados pelo Departamento de Justiça. Detalhes como números de telefone de familiares, inclusive da filha do presidente, aparecem nesses registros.
A promessa não cumprida e a frustração dos apoiadores
Durante sua campanha à reeleição, Trump prometeu abrir todos os documentos do caso Epstein. Mas, desde então, o governo tem sido acusado de segurar informações. A “lista de clientes”, por exemplo, virou lenda: o Departamento de Justiça garante que ela sequer existe. Mesmo assim, a pressão continua.
Pam Bondi chegou a declarar no passado que tinha “muitos nomes” e “registros de voos” comprometedores. Agora, com uma postura mais cautelosa, ela perdeu apoio entre os trumpistas mais fervorosos — que chegaram a pedir sua renúncia.
Justiça trava liberação de documentos
No dia 24 de julho, uma juíza da Flórida negou o pedido para divulgar transcrições do processo contra Epstein. A alegação foi de que os documentos são protegidos pelas regras do grande júri. Em Nova York, outro julgamento semelhante está em curso, mas ainda sem decisão.
Enquanto isso, uma subcomissão da Câmara dos Representantes aprovou uma intimação para forçar o Departamento de Justiça a entregar os arquivos — unindo vozes de democratas e até republicanos dissidentes.
E Ghislaine Maxwell entra em cena…
Condenada a 20 anos por ajudar Epstein em seus crimes, Maxwell deve se encontrar com autoridades do Departamento de Justiça. A possibilidade de seu depoimento reacendeu expectativas e temores. Seu advogado diz que, se ela falar, será com “sinceridade”. Mas o presidente da Câmara, Mike Johnson, foi direto: não confia em alguém condenada por “atos indescritíveis”.
Observação final:
Até agora, Trump não foi formalmente acusado de nada relacionado ao caso Epstein. Mas o clima é de desconfiança e expectativa. O governo tem preferido o silêncio ou o ataque à imprensa, mas, diante do tamanho do escândalo, o silêncio pode acabar custando mais caro do que a verdade — seja ela qual for.