Trump quer arrancar US$ 1 bilhão de Harvard para “encerrar” investigações federais

Trump quer arrancar US$ 1 bilhão de Harvard para “encerrar” investigações federais

Presidente dos EUA pressiona universidade e ameaça cortar verbas por protestos pró-Palestina, diversidade e políticas trans

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (3) que o governo dele quer que a Universidade de Harvard pague US$ 1 bilhão para que as investigações federais sobre a instituição sejam encerradas.

Mesmo depois de meses de conversa e negociação, ainda não houve acordo final entre a Casa Branca e a universidade.

Pressão pesada e ameaça de corte de dinheiro

Nos últimos meses, o governo Trump vem aumentando o tom contra Harvard e outras universidades, ameaçando reter fundos federais por temas que incluem:

  • protestos pró-palestinos contra a guerra de Israel em Gaza;
  • programas de diversidade no campus;
  • políticas ligadas a pessoas transgênero.

Trump também acusou universidades de terem permitido manifestações de antissemitismo durante os atos.

“Queremos um bilhão e não queremos mais vínculo”, diz Trump

Em publicação na rede Truth Social, Trump foi direto e agressivo:

Segundo ele, o governo agora quer US$ 1 bilhão como “indenização” e ainda afirmou que não quer “ter mais nada a ver” com Harvard no futuro — sem explicar claramente de onde saiu esse valor ou qual seria exatamente o motivo jurídico da cobrança.

A declaração veio após uma reportagem do New York Times sugerir que o governo teria recuado da exigência de dinheiro nas negociações. Trump negou e reafirmou a cobrança.

Antes era US$ 500 milhões

Trump já havia dito, em setembro, que o acordo estava perto e que envolveria um pagamento de US$ 500 milhões por parte da universidade. Agora, o valor subiu para o dobro.

Até o momento, Harvard — que fica em Cambridge, no estado de Massachusetts — não respondeu oficialmente ao pedido de comentário.

Harvard já acionou a Justiça

Harvard processou o governo Trump no ano passado e, depois disso, um juiz decidiu que o governo teria cancelado de forma ilegal algumas bolsas de pesquisa destinadas à instituição.

Enquanto isso, manifestantes — incluindo grupos judeus — afirmam que o governo está misturando as coisas, tratando críticas às ações de Israel em Gaza como se fossem automaticamente antissemitismo, e rotulando a defesa dos direitos palestinos como apoio ao extremismo.

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