
Lula na ONU: “Israel e Palestina têm direito de existir”
Presidente defende solução de dois Estados e condena massacres em Gaza durante conferência internacional
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou nesta segunda-feira (22/9), em Nova York, que o país mantém firme a posição em defesa da solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina. Durante a Conferência de Alto Nível sobre a Palestina, convocada pela França, Lula destacou a importância do respeito aos direitos humanos e criticou a violência indiscriminada na região.
“O Brasil vai manter suspensas as exportações de materiais de defesa para Israel e reforçar o controle sobre importações provenientes de assentamentos ilegais na Cisjordânia. Nosso compromisso é garantir que esses recursos não sejam utilizados em crimes contra a humanidade ou genocídio”, declarou o presidente.
Lula lembrou ainda que a Palestina já é reconhecida como Estado por cerca de 140 países, incluindo o Brasil desde 2010, e apontou os pilares essenciais para um Estado soberano: território, população e governo, todos sistematicamente ameaçados no caso palestino.
O presidente brasileiro condenou os ataques do Hamas, mas ressaltou que o direito à defesa não justifica a matança de civis. “O que acontece em Gaza não é apenas um extermínio da população palestina, mas também uma tentativa de destruir o sonho de uma nação. Tanto Israel quanto a Palestina têm direito de existir. Trabalhar para a criação de um Estado palestino é corrigir uma assimetria histórica que bloqueia o diálogo e impede a paz”, afirmou.
Com sua fala, Lula reforçou a postura histórica do Brasil de promover o equilíbrio e a justiça no Oriente Médio, destacando que a violência contra civis e a destruição sistemática do território palestino