
Um Golpe na Memória: Governo Lula Rompe com Aliança Contra o Antissemitismo
Decisão silenciosa e vergonhosa retira Brasil de pacto internacional em memória do Holocausto, e escancara desprezo por vítimas do maior horror do século XX
Em mais um gesto que choca pela insensibilidade histórica e diplomática, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva decidiu retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) — uma organização criada nos anos 1990 justamente para lembrar, denunciar e combater o antissemitismo no mundo. A saída, revelada nesta quinta-feira (24/7) pelo governo de Israel, foi comunicada à embaixada israelense em Brasília, mas ainda não foi oficialmente explicada pelo Itamaraty.
O silêncio é tão gritante quanto a decisão. Nenhuma justificativa foi dada. Nenhuma palavra de respeito às vítimas do Holocausto, nem mesmo um aceno simbólico de que a memória do genocídio de seis milhões de judeus importa ao atual governo brasileiro.
Do desprezo à ofensa
A atitude lamentável soma-se a uma série de atos diplomáticos que vêm minando a relação entre Brasil e Israel desde que Lula reassumiu o Planalto. Em fevereiro de 2024, o presidente protagonizou um dos episódios mais ofensivos da diplomacia brasileira ao comparar as ações de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto, provocando indignação internacional e sendo declarado persona non grata em Israel — um fato sem precedentes.
A saída da IHRA representa não apenas um distanciamento político, mas um desprezo deliberado pela história e pela dor alheia. Ao virar as costas para um pacto global que visa manter viva a lembrança de um dos maiores crimes contra a humanidade, Lula rebaixa o Brasil no cenário internacional e, mais grave ainda, mancha a imagem do país como defensor dos direitos humanos.
Um erro que ecoa o silêncio da omissão
A saída do Brasil da aliança contra o antissemitismo não pode ser vista como um ato isolado. É o reflexo de uma diplomacia que, nos últimos tempos, flerta com o revisionismo, relativiza atrocidades e trata com desdém a memória de milhões de vítimas. Em vez de usar a voz do Brasil para unir e alertar contra o ódio, o governo opta por silenciar — e, com isso, compactuar.
O mundo assiste. A História também. E o Brasil, mais uma vez, tropeça onde deveria se levantar com dignidade.