
Vazamento de reunião no STF amplia crise no caso Banco Master
Conversa reservada que definiu saída de Toffoli vem à tona e gera novo mal-estar na Corte
Trechos da reunião que resultou na saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master foram divulgados nesta sexta-feira (13), provocando forte desconforto entre integrantes do Supremo Tribunal Federal.
O encontro, que era restrito aos ministros, discutiu os impactos do relatório da Polícia Federal e a permanência de Toffoli à frente do processo. A exposição do conteúdo da conversa, considerada privada, agravou ainda mais o clima interno na Corte.
🗳️ Debate dividido e decisão final
De acordo com os relatos divulgados, Toffoli afirmou durante a reunião que não via razões para deixar o caso. Ele teria, inclusive, apoio da maioria dos colegas — oito ministros estariam favoráveis à sua permanência. Apenas Edson Fachin e Cármen Lúcia teriam se posicionado contra.
Apesar disso, prevaleceu o entendimento de que o afastamento seria a melhor alternativa para preservar a imagem institucional do Supremo. A saída ocorreu acompanhada da divulgação de uma nota pública, vista como uma forma de reduzir o desgaste.
🔎 Novo relator assume investigações sensíveis
Com a mudança, o ministro André Mendonça passou a comandar o caso Banco Master. Ele já realizou uma reunião por videoconferência com delegados da Polícia Federal, em um encontro que durou cerca de duas horas.
Durante a conversa, Mendonça solicitou um panorama atualizado do inquérito e informações sobre os próximos passos da investigação.
Além do caso Master, o ministro também está à frente de outra apuração de grande repercussão nacional, relacionada a possíveis irregularidades em aposentadorias do INSS.
🏛️ Clima de tensão continua
O vazamento dos diálogos reforça o momento delicado vivido pelo STF. A divulgação de discussões internas, que deveriam permanecer sob sigilo, aumentou o incômodo entre ministros e expôs divergências nos bastidores da Corte.
Enquanto o novo relator dá andamento às investigações, o Supremo tenta administrar os efeitos políticos e institucionais provocados pela crise.