
Pen drive de Bolsonaro “explodiu” a imaginação da imprensa, mas não continha nada
A saga do pen drive encontrado no banheiro do ex-presidente: drama, delações e PDFs de equipamento médico
Se você acompanhou os noticiários nas últimas semanas, talvez acredite que um pen drive esquecido no banheiro de Jair Bolsonaro fosse capaz de derrubar governos. Pois é… a Polícia Federal encontrou o dispositivo no quarto do ex-presidente durante uma operação em 18 de julho, e os fatos são, digamos, menos cinematográficos do que a narrativa que a imprensa e a esquerda canalha tentaram vender.
Segundo os peritos, a maior parte dos arquivos tinha sido apagada antes da apreensão. Nenhum documento relevante foi recuperado, e o dispositivo sequer apareceu no relatório final que indiciou Bolsonaro e o filho Eduardo. Mas isso não impediu manchetes sensacionalistas: parecia que a República tinha sido ameaçada por um pendrive milagroso.
PDFs, café e burocracia
O que restou no pen drive? Apenas catálogos em PDF de uma empresa de Santa Rita do Passa Quatro (SP), especializada em equipamentos médicos e odontológicos, chamada Medicalfix, da qual um amigo pessoal de Bolsonaro, o dentista Mário Roberto Perussi, é sócio. Eles se reuniram em agosto de 2024 para discutir importação de máquinas e estratégias tributárias. Nenhuma conspiração global, nenhuma transferência secreta de bilhões. Só planejamento empresarial e papéis. Mas tente contar isso para as manchetes dramáticas.
Rabiscos que viraram novela
Na mesma operação, a PF encontrou algumas anotações manuscritas de Bolsonaro em um porta-luvas. Eram rascunhos sobre delações e estratégias de defesa, aparentemente feitos durante interrogatórios do ex-ajudante Mauro Cid. Entre datas riscadas, nomes e lembretes do dia a dia, nada indicava crime, mas a imprensa tratou como se fossem provas de um roteiro de filme policial.
Trechos como:
- “Recebi o $ do Braga Netto e repassei p/ o major de Oliveira – pelo volume, menos de 100 mil”
- “Plano de fuga – do GSI caso a Presidência fosse sitiada”
…viraram manchetes apocalípticas. Ou seja, observações pessoais e anotações de rotina foram transformadas em drama nacional.
Conclusão: pen drive ou circo midiático?
O pen drive e os rabiscos mostram, acima de tudo, uma realidade simples: nenhum segredo explosivo, nenhuma conspiração monumental, apenas PDFs e anotações pessoais. Mas a imprensa e setores da esquerda canalha fizeram disso um roteiro digno de novela, criando narrativa para destruir a imagem de Bolsonaro enquanto ignoravam fatos óbvios: não havia nada que justificasse o frisson midiático.
No fim, o que resta é um pen drive apreendido, algumas folhas rabiscadas e um espetáculo midiático digno de Oscar — só que sem roteiro ou conteúdo real.