
Venezuela acusa EUA de mortes em ataque, mas não apresenta provas
Regime fala em vítimas após ofensiva americana, porém números e relatos seguem sem confirmação independente
O governo da Venezuela afirmou neste sábado (3) que houve mortos e feridos durante a ação militar realizada pelos Estados Unidos na madrugada, após explosões serem registradas em Caracas. Apesar da gravidade das acusações, até o momento não foram apresentados dados verificáveis ou provas independentes que confirmem o número de vítimas civis.
A denúncia foi feita pelo procurador-geral do regime, Tarek William Saab, que classificou a operação americana como “criminosa” e “terrorista”. Segundo ele, pessoas inocentes teriam sido atingidas, mas o governo venezuelano não divulgou listas de vítimas, laudos médicos ou registros oficiais que sustentem a narrativa.
Em um discurso carregado de retórica política, Saab convocou a população a se manifestar nas ruas, pedindo “calma e vigilância”. O pronunciamento, no entanto, reforçou a tradicional estratégia do regime de transformar acusações em mobilização política interna, sem transparência ou comprovação concreta dos fatos.
A vice-presidente Delcy Rodríguez seguiu a mesma linha ao afirmar que o governo desconhece o paradeiro de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, exigindo dos Estados Unidos uma “prova de vida”. O pedido ocorre após Washington confirmar a captura do líder venezuelano, acusado de envolvimento com o narcotráfico internacional.
— Diante dessa situação extrema, exigimos do governo Trump informações imediatas sobre Maduro e a primeira-dama — declarou Rodríguez, sem mencionar qualquer dado técnico sobre as supostas vítimas do ataque.
Do lado americano, o presidente Donald Trump confirmou a operação e elogiou publicamente a ação militar, classificando-a como “bem planejada” e “bem-sucedida”. A Casa Branca não reconheceu, até agora, a existência de mortes civis, o que amplia a desconfiança sobre as declarações vindas de Caracas.
Analistas internacionais destacam que o regime venezuelano possui um histórico de divulgar informações sem checagem externa, especialmente em momentos de crise, utilizando alegações de vítimas como instrumento político e diplomático. Organizações independentes e entidades internacionais ainda não confirmaram as denúncias feitas pelo governo de Maduro.
Enquanto isso, o clima segue tenso na região, com acusações cruzadas e versões conflitantes. Até que investigações independentes sejam conduzidas, as afirmações de mortes feitas pela Venezuela permanecem sem comprovação objetiva.