
Vice de Tarcísio chama PT de “narcoafetivo” e critica gestão do partido
Governador em exercício reforça críticas à administração petista ao comentar crise na Venezuela e imigração de venezuelanos
O governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), aproveitou uma agenda na zona sul da capital nesta segunda-feira (5/1) para engrossar as críticas que Tarcísio de Freitas (Republicanos) havia feito ao PT, chamando o partido do presidente Lula de “narcoafetivo”. A declaração foi feita enquanto o político comentava sobre a possível chegada de imigrantes venezuelanos ao estado.
“Espero que esse êxodo leve essas pessoas de volta ao seu país, onde poderão ter liberdade, e deixar para trás aquele Estado narcoafetivo, como o PT que temos aqui no Brasil. Lamentavelmente, o partido que está no poder é narcoafetivo, assim como o regime na Venezuela era narcodependente”, disse Ramuth.
Em entrevista, ele também elogiou a ação dos Estados Unidos na Venezuela, chamando Nicolás Maduro de “criminoso” e destacando que é preciso acompanhar os próximos passos do país vizinho para avaliar como se dará a nova gestão e a influência americana.
Questionado sobre a possibilidade de medidas semelhantes em outros países da América Latina, como a Colômbia, Ramuth afirmou que, caso crimes sejam identificados, ações pontuais podem ocorrer, embora tenha ressaltado que espera que a população colombiana não precise enfrentar a mesma situação.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que acompanhava o governador em exercício, também criticou o governo venezuelano e chamou de “demagogia” a preocupação internacional com a violação do direito internacional. Segundo ele, não seria justificável cobrar legalidade em um país que mantém 90% da população na pobreza e expulsa milhões de cidadãos.
Nunes defendeu ainda a necessidade de “eliminar focos de narcotráfico”, citando a Colômbia, alinhando-se ao discurso do presidente norte-americano, Donald Trump, que justificou a intervenção na Venezuela alegando que Maduro comandaria uma organização criminosa — apontamento contestado por especialistas.
O debate sobre narcotráfico e política regional também envolveu o presidente colombiano Gustavo Petro, que respondeu a acusações de Trump afirmando que não se ameaça um presidente eleito por meio da calúnia.