Após alta, Bolsonaro relata melhora nos soluços, mas reclama do barulho na PF

Após alta, Bolsonaro relata melhora nos soluços, mas reclama do barulho na PF

Ex-presidente diz que noites mal dormidas prejudicam descanso e defesa solicita ajustes no ar-condicionado da cela

Depois de passar uma semana hospitalizado, o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou à custódia da Superintendência da Polícia Federal em Brasília no dia 1º de janeiro, apresentando melhora nos soluços que vinham incomodando nas últimas semanas, segundo relatos de pessoas próximas.

Bolsonaro ficou nove dias internado no hospital DF Star, onde passou por cirurgia de hérnia inguinal bilateral e também recebeu bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter crises persistentes de soluços, relacionadas a complicações da facada sofrida durante a campanha de 2018. Desde então, ele teve apenas episódios isolados do sintoma.

Embora a recuperação médica seja positiva, aliados e advogados relatam que o ex-presidente tem enfrentado dificuldades para dormir na PF. O principal motivo seria o barulho constante do ar-condicionado na cela, que interfere no sono, especialmente durante a madrugada. A defesa já protocolou pedido junto ao Supremo Tribunal Federal, solicitando medidas como isolamento acústico ou ajustes no equipamento para garantir condições adequadas de repouso.

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste em até cinco dias sobre a situação, detalhando a instalação do ar-condicionado e eventuais providências adotadas para amenizar o desconforto do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na PF, após condenação do STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, e, desde que retornou à unidade, segue acompanhado por médicos e advogados, que relatam que, apesar da melhora clínica, o sono segue prejudicado pelas condições do local.

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