
VP de Pessoas da Vale deixa mineradora após polêmica sobre cultura “woke”
Executiva criticou políticas de diversidade e inclusão, afirmando que empresas agora valorizam mais mérito e desempenho
A vice-presidente de Pessoas da Vale, Catia Porto, deixou a mineradora, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Procurada, a empresa não comentou a saída da executiva.
Catia foi anunciada em dezembro de 2024, pouco depois da chegada de Gustavo Pimenta à presidência da Vale. O nome dela já não aparece mais na página de lideranças no site da companhia.
A passagem de Catia pela Vale foi marcada por polêmica logo no início. Em suas redes sociais, ela comentou que a cultura “woke” — ligada a políticas de diversidade, inclusão e equidade — estaria perdendo espaço nas empresas. Para ela, o foco agora é mais em mérito, desempenho e habilidades intelectuais. A postagem gerou repercussão e acabou sendo apagada.
O termo “woke”, que significa “acordado”, surgiu nos Estados Unidos para movimentos que combatem desigualdades sociais e racismo, promovendo políticas corporativas mais inclusivas. Mas, com o tempo, passou a ser usado de forma pejorativa por críticos dessas políticas.
A saída de Catia Porto reforça debates sobre a mudança de prioridades nas grandes empresas e como executivos e líderes lidam com temas de diversidade e meritocracia.