Zema acusa STF de perseguir Bolsonaro e critica “Justiça politizada”

Zema acusa STF de perseguir Bolsonaro e critica “Justiça politizada”

Governador de Minas se posiciona contra medidas impostas ao ex-presidente e questiona imparcialidade do Judiciário: “Não há democracia quando a Justiça escolhe um lado”

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), usou as redes sociais nesta sexta-feira (18) para expressar indignação com as decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em tom contundente, ele classificou as medidas como “perseguição política” e um “ato absurdo”.

“Censuraram suas redes, proibiram que ele fale com o próprio filho e ainda impuseram tornozeleira eletrônica. Tudo isso dentro de um processo cheio de abusos e ilegalidades”, escreveu Zema.

A declaração acontece no contexto de uma nova operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que resultou em medidas restritivas contra Bolsonaro. O ex-presidente foi obrigado a entregar o passaporte, está proibido de acessar redes sociais, não pode manter contato com outros investigados – incluindo o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – e deve permanecer em casa durante o período noturno, monitorado por tornozeleira eletrônica.

Para Zema, a postura da Justiça compromete o equilíbrio entre os poderes. “Não existe democracia quando a Justiça é usada como ferramenta política”, criticou.

A operação que motivou as medidas tramita em sigilo no STF. Durante o cumprimento dos mandados, a PF encontrou cerca de 10 mil dólares em espécie na casa de Bolsonaro, aumentando a tensão política que já envolvia o caso.

Outros aliados do ex-presidente, como os deputados Nikolas Ferreira e Cleitinho Azevedo, também se manifestaram em defesa de Bolsonaro, acusando o Judiciário de atuar de forma seletiva.

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