
Desembargadores de MT são acusados de receber propina, ouro e relógios de luxo
Polícia Federal aponta esquema milionário de corrupção e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça do Mato Grosso; inquérito indica repasses de R$ 5,5 milhões em vantagens ilícitas
Dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso estão no centro de uma investigação que expôs um esquema de corrupção de alto nível no Judiciário estadual. De acordo com a Polícia Federal, João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho teriam recebido propina no valor de R$ 5,5 milhões, além de bens valiosos como relógios de luxo e até uma barra de ouro.
A PF concluiu o inquérito e apontou que os magistrados praticaram crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Os investigadores detalham que os valores teriam sido pagos em troca de decisões judiciais favoráveis, em um esquema sofisticado de repasses ocultos.
Enquanto a defesa de João Ferreira alega que não há provas que incriminem o desembargador, os advogados de Sebastião de Moraes preferiram não comentar as acusações.
A investigação traz mais um capítulo delicado para a imagem do Judiciário brasileiro, em um momento em que a credibilidade das instituições enfrenta forte pressão pública. Segundo a PF, os repasses envolviam intermediários e ocultação de patrimônio, características típicas de lavagem de dinheiro.
O caso agora será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável por julgar magistrados com foro privilegiado. Se confirmadas as suspeitas, os dois desembargadores podem responder não só criminalmente, mas também sofrer sanções administrativas e disciplinares.
Fonte e Créditos: Estadão