
Zema não quer banco de trás
Mineiro mantém volante da própria campanha e elogia Flávio Bolsonaro como nome competitivo ao Planalto
Romeu Zema resolveu avisar: não está à procura de carona. O governador de Minas Gerais descartou, nesta segunda-feira (12), qualquer ideia de ser vice de Flávio Bolsonaro e reafirmou que seguirá até o fim com sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Nada de banco do passageiro — o mineiro quer dirigir.
A fala veio depois de o senador Ciro Nogueira dizer que Zema seria o “nome ideal” para compor como número dois numa chapa bolsonarista. Zema agradeceu a gentileza implícita, mas foi direto: já lançou sua pré-campanha no ano passado e não pretende trocar o projeto por um adesivo no para-choque.
— Sou pré-candidato à Presidência e sigo com esse plano até o final — resumiu, durante agenda em Minas.
Nos bastidores, o raciocínio é simples: Zema tem vitrine de gestor, dois mandatos com entregas e discurso liberal afinado com quem cobra eficiência do Estado. Já Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece como um nome em ascensão no campo conservador, com capital político próprio e potencial para dialogar com o eleitor que quer continuidade sem improviso.
Ciro Nogueira havia defendido a combinação lembrando que o Sudeste pode decidir a eleição — e que Zema soma pontos por resultados administrativos, enquanto Flávio agrega identidade política e base eleitoral sólida. Estratégia, afinal, é xadrez, não dominó.
Na largada da corrida presidencial, o recado ficou claro: Zema corre em raia própria, confiante no currículo; Flávio Bolsonaro segue firme como alternativa competitiva do bolsonarismo. Dois nomes, dois estilos — e um eleitorado que, desta vez, quer ver quem entrega mais do que promete.