
đż Enquanto o Brasil queima, Lula e Janja brindam na âfloresta de mentirinhaâ da COP30
Entre projeçÔes de ĂĄrvores e sons artificiais de ĂĄgua, o casal presidencial montou um coquetel de luxo em BelĂ©m para receber lĂderes mundiais â uma encenação verde que contrasta com a dura realidade da AmazĂŽnia.
BelĂ©m â No mesmo paĂs em que a floresta arde e comunidades vivem sob ameaça, o presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva e a primeira-dama Janja decidiram montar uma âfloresta imersivaâ dentro de um salĂŁo climatizado para celebrar a abertura da CĂșpula de LĂderes prĂ©-COP30.
O evento, realizado na noite desta quinta-feira (6/11), reuniu chefes de Estado e autoridades internacionais num coquetel que mais parecia uma vitrine do que uma causa ambiental. O ambiente, cuidadosamente decorado, reproduzia sons de natureza, projeçÔes de ĂĄrvores e barulhos de ĂĄgua â tudo artificial, tudo controlado, tudo distante da AmazĂŽnia real, que segue devastada.
O cardĂĄpio, assinado pelo chef paraense Saulo Jennings, incluĂa pirarucu e filhote â peixes tĂpicos da regiĂŁo â expostos inteiros sobre a mesa, como sĂmbolos de uma AmazĂŽnia que ali era apenas cenĂĄrio. A comida foi servida em cuias, numa tentativa de dar um toque ânativoâ ao ambiente cuidadosamente planejado para impressionar estrangeiros.
Enquanto Lula discursava sobre preservação e sustentabilidade, o Brasil que ele governa segue enfrentando aumento de queimadas, avanço do garimpo ilegal e cortes em polĂticas de proteção ambiental. A âflorestaâ montada para o coquetel virou, assim, uma metĂĄfora involuntĂĄria: exuberante por fora, mas vazia de verdade por dentro.