🌿 Entre o açaí e a COP30: Lula visita quilombo no Pará e exalta resistência amazônica

🌿 Entre o açaí e a COP30: Lula visita quilombo no Pará e exalta resistência amazônica

Presidente participa da colheita do fruto símbolo do Norte, conhece robô que sobe palmeiras e defende que progresso e preservação caminhem de mãos dadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trocou o paletó pela camisa simples e o palanque pela sombra das palmeiras nesta segunda-feira (3), ao visitar o quilombo Itacoã-Miri, a cerca de 120 quilômetros de Belém. Em um gesto simbólico, Lula ajudou a colher e debulhar cachos de açaí, tomou o suco preparado pela própria comunidade e ouviu histórias de luta, tradição e esperança.

Entre sorrisos e apertos de mão, o presidente conheceu também uma inovação curiosa: um robô que escala palmeiras para colher o fruto, solução desenvolvida por extrativistas locais para reduzir acidentes e aumentar a produtividade — uma amostra de que a Amazônia também é terreno fértil para tecnologia.

“Hoje vi com meus próprios olhos a força de um Brasil que resiste e se reinventa. A Amazônia é feita de gente que preserva e produz, de quem carrega na pele e no trabalho a dignidade das nossas raízes”, afirmou Lula durante o encontro.

A visita faz parte da agenda que antecede a COP30, conferência do clima que será realizada em Belém. O objetivo, segundo o governo, é aproximar o debate ambiental das realidades das comunidades que vivem na floresta.

O presidente aproveitou a ocasião para defender políticas de crédito, renda e assistência técnica voltadas a quem mantém a floresta em pé. “Não se preserva floresta com discurso. É preciso garantir que o povo da Amazônia viva com dignidade”, disse.

Acompanhado da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, Lula destacou projetos como o Flores do Quilombo, que produz biojoias feitas por mulheres com materiais da floresta, e o Refloresta, voltado à recuperação de áreas degradadas com espécies nativas.

O quilombo Itacoã-Miri, um dos primeiros reconhecidos no Pará, abriga hoje 96 famílias e é símbolo de resistência e sustentabilidade: tem escola, centro cultural com energia solar e projetos de bioeconomia que unem tradição e inovação.

Enquanto o presidente saboreava o açaí fresco, moradores resumiram o espírito da visita com uma frase simples: “Aqui, seu Lula, o futuro nasce da terra e sobe pelas palmeiras.”

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