
💣 Execuções em Gaza: Hamas impõe terror em plena trégua com Israel
VĂdeo mostra homens mascarados executando prisioneiros em praça pĂşblica; confronto com facções rivais expõe clima de medo e descontrole apĂłs o cessar-fogo.
Em meio Ă trĂ©gua frágil entre Israel e o Hamas, Gaza voltou a ser palco de horror. Um vĂdeo amplamente divulgado nas redes sociais mostra homens mascarados, armados e com faixas verdes do Hamas, executando oito pessoas vendadas em uma praça lotada, sob os olhares de dezenas de civis. As imagens, registradas no bairro de Al Sabra, revelam o clima de brutalidade e tensĂŁo que tomou conta do territĂłrio desde a retirada das forças israelenses.
Os detidos — todos homens adultos — aparecem sendo arrastados, espancados e obrigados a se ajoelhar antes de serem mortos. Alguns estavam descalços e com as mãos amarradas. Após os disparos, os executores comemoram, enquanto o público, em choque, assiste à cena.
O vĂdeo, cuja autenticidade foi confirmada pela CNN quanto ao local, mas nĂŁo Ă data, parece ter sido gravado apĂłs o inĂcio do cessar-fogo, quando Israel já havia deixado parte do territĂłrio. A destruição visĂvel nos prĂ©dios ao redor sugere que o registro Ă© recente.
O Centro Al-Mezan para os Direitos Humanos, organização palestina, classificou o episódio como uma “execução extrajudicial” e exigiu uma investigação internacional. Em resposta, o grupo Radaa, ligado ao Hamas, afirmou ter conduzido uma “operação de segurança” para neutralizar supostos criminosos e colaboradores de Israel — sem apresentar provas.
O episĂłdio ocorre em meio a dias de confronto entre o Hamas e o clĂŁ Doghmush, uma poderosa famĂlia armada de Gaza. A disputa teria começado apĂłs a morte do filho de um alto comandante do Hamas. A famĂlia acusa o grupo de torturas, assassinatos e incĂŞndio de casas, e afirma que o massacre foi uma “campanha interna cruel” para impor medo e silenciar opositores.
Nas redes, o MinistĂ©rio das Relações Exteriores de Israel divulgou o vĂdeo das execuções como exemplo do terror imposto pelo Hamas:
“Esse grupo governa através do medo — tortura quem discorda, atira em quem protesta. Palestinos que pedem pão e liberdade são recebidos com balas, não com compaixão”, declarou o órgão israelense.
O episĂłdio tambĂ©m repercutiu nos Estados Unidos. Durante viagem ao Oriente MĂ©dio, o presidente Donald Trump — que intermediou o cessar-fogo — afirmou que o Hamas teria “permissĂŁo para policiar o territĂłrio por um tempo”, mesmo apĂłs a divulgação das execuções. Israel, por sua vez, pressiona para que o desarmamento completo do Hamas seja incluĂdo no acordo.
Em Gaza, no entanto, o cessar-fogo tem o gosto amargo de um silĂŞncio imposto Ă força. As ruas destruĂdas, os corpos nas praças e o medo que se espalha mostram que, mesmo sem bombas israelenses, a paz ainda está longe de pousar naquele pedaço de terra cercado de dor e desespero.