đŸ”„ Gaza em RuĂ­nas: Hamas impĂ”e controle com execuçÔes pĂșblicas e confronto entre facçÔes apĂłs retirada de Israel

đŸ”„ Gaza em RuĂ­nas: Hamas impĂ”e controle com execuçÔes pĂșblicas e confronto entre facçÔes apĂłs retirada de Israel

Após o recuo das tropas israelenses, o Hamas tenta retomar o domínio sobre Gaza com açÔes brutais e choques com grupos rivais, em meio a um cessar-fogo frågil e clima de medo.

A Faixa de Gaza vive dias de tensĂŁo e brutalidade. Com a saĂ­da das forças israelenses e o inĂ­cio do cessar-fogo, o Hamas lançou uma ofensiva para reassumir o controle do territĂłrio, mergulhado no caos desde o inĂ­cio da guerra hĂĄ dois anos. A retomada veio acompanhada de execuçÔes pĂșblicas e enfrentamentos com outras facçÔes palestinas — numa tentativa de reafirmar sua autoridade sobre um povo jĂĄ devastado por bombardeios e escassez.

De acordo com a agĂȘncia AFP, o grupo mobilizou cerca de 7 mil combatentes com o objetivo de “restaurar a lei e a ordem” nas ĂĄreas evacuadas por Israel. Homens mascarados e fortemente armados voltaram Ă s ruas, enquanto o braço militar do Hamas, as Brigadas Izzedine al-Qassam, tenta conter a desordem e supervisionar a entrega de refĂ©ns.

Fontes de segurança locais informaram que uma nova força, batizada de Força de DissuasĂŁo, foi criada para realizar “operaçÔes de campo e garantir estabilidade”. Mas o que se vĂȘ, na prĂĄtica, Ă© o oposto: confrontos se intensificam com grupos armados rivais, transformando Gaza em um mosaico de medo e disputa de poder.

Na Ășltima semana, o distrito de Shejaiya foi palco de novos combates. Quatro pessoas morreram depois que homens armados se aproximaram de uma ĂĄrea controlada por Israel, o que levou militares israelenses a abrirem fogo.

No fim de semana, o conflito mais sangrento aconteceu entre o Hamas e o clĂŁ Dughmush, uma famĂ­lia poderosa e armada. O embate deixou mais de 20 mortos e chocou o mundo apĂłs imagens mostrarem execuçÔes em plena praça pĂșblica, diante de dezenas de civis. Segundo a TV Al-Aqsa, ligada ao Hamas, as vĂ­timas seriam “criminosos e espiĂ”es de Israel” — justificativa que muitos consideram uma tentativa de consolidar o medo como ferramenta de governo.

Desde 2007, quando tomou o poder em Gaza, o Hamas mantém uma relação turbulenta com outras facçÔes palestinas, como a Jihad Islùmica. Em junho, Israel admitiu ter armado grupos rivais para conter o avanço do Hamas, inclusive a Força Popular, liderada por Yasser Abu Shabab, no sul do enclave.

Agora, em meio Ă  trĂ©gua e Ă  promessa de reconstrução, Gaza assiste a mais uma guerra — desta vez interna, travada entre facçÔes palestinas e marcada por execuçÔes, vinganças e pelo eco ensurdecedor do medo.

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