💰 Haddad defende que super-ricos paguem mais: BRICS quer sistema tributário global mais justo

💰 Haddad defende que super-ricos paguem mais: BRICS quer sistema tributário global mais justo

Ministro da Fazenda afirma, em reunião com líderes do BRICS, que é hora dos bilionários do mundo contribuírem de forma justa. Governo brasileiro também debate aumento do IOF e reforça discurso de justiça fiscal.

Haddad pressiona BRICS e ONU por mais justiça tributária: “Os super-ricos precisam contribuir”

Durante a reunião dos ministros das Finanças do BRICS nesta sexta-feira (4), no Rio de Janeiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que os países do bloco apoiem uma proposta da ONU para criação de uma convenção internacional sobre cooperação tributária. O foco: criar um sistema fiscal mais equilibrado e exigir que os mais ricos do planeta paguem sua parte justa em impostos.

— O BRICS reafirma seu compromisso com o multilateralismo ao apoiar a proposta da ONU. Esse é um passo essencial para tornar o sistema tributário global mais justo e eficiente — disse Haddad em seu discurso.

A fala veio num momento em que o governo brasileiro está em negociação com o Congresso para aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), usando o argumento de que os pobres no Brasil pagam, proporcionalmente, mais impostos que os ricos — uma realidade que tem gerado debates nas redes sociais e nos meios políticos.

Três frentes de atuação: economia, clima e social

Haddad explicou que a presidência brasileira do BRICS está atuando em três grandes áreas: econômica, climática e social. Na parte econômica, reforçou a importância de simplificar o comércio e o investimento entre os países do bloco, além de destacar o papel da taxação sobre grandes fortunas:

— Estamos focando na cobrança justa de impostos, especialmente de pessoas com renda altíssima — afirmou.

Na área climática, citou a criação de iniciativas como o Tropical Forest Forever Facility, um fundo voltado à preservação de florestas tropicais, com anúncio previsto para a COP30. Já na esfera social, o ministro defendeu o uso de recursos públicos e privados para combater a fome e promover segurança econômica e inclusão.

Uma nova globalização: “reglobalização sustentável”

Haddad propôs uma visão mais atualizada e solidária do multilateralismo, que ele chamou de “reglobalização sustentável” — um modelo de globalização voltado para o desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Segundo ele, o BRICS é hoje o grupo mais legítimo para liderar essa nova forma de cooperação internacional.

— O multilateralismo do século XXI precisa ser mais do que proteger instituições: ele deve promover justiça, desenvolvimento e sustentabilidade — afirmou.

Expansão do BRICS e críticas ao sistema global

O ministro também destacou o ingresso de novos membros no BRICS — como Egito, Irã, Etiópia, Indonésia e Emirados Árabes — e defendeu uma reforma no FMI, para que o fundo seja mais representativo. Além disso, celebrou o fortalecimento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), que ganhou importância dentro e fora do bloco.

— As propostas apresentadas mostram que o objetivo da “reglobalização sustentável” é compartilhado por grande parte do planeta — concluiu.

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