Deputada de grife: Erika Hilton desfila socialismo com bolsa de R$ 24 mil

Deputada de grife: Erika Hilton desfila socialismo com bolsa de R$ 24 mil

Enquanto prega revolução contra o “capitalismo opressor”, parlamentar posa com item de luxo e justifica ausência em votação decisiva com evento cultural “urgente”

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) resolveu dar uma aula — de estilo. Nesta terça-feira (1º), ela publicou nas redes sociais um clique saindo da Câmara dos Deputados com um visual sofisticado e uma bolsa da grife italiana Bottega Veneta no valor simbólico de R$ 24,7 mil. Isso mesmo: quase 25 mil reais para carregar celular e batom — tudo em nome da luta contra os horrores do Congresso, claro.

“Pronta, belíssima e preparada para mais uma semana de combate aos retrocessos”, escreveu ela, com um toque de glamour e ironia. E para quem estranhou a ostentação num perfil tão engajado nas causas do povo, veio a resposta nada modesta: “Quem achou que seria diferente, que morda as costas”.

A postagem pegou fogo nas redes e ressuscitou uma polêmica que ainda cheira a laquê: a presença de dois maquiadores na folha de pagamento do gabinete da deputada, com salários de até R$ 9,6 mil. Erika garante que os profissionais acumulam funções. Só não explicou se a maquiagem vem com assessoria legislativa embutida ou se a base já cobre as crises políticas.

Mas o caso da bolsa de luxo não foi o único deslize fashion da parlamentar. No TikTok, ela também surgiu desfilando um terninho da mesma grife, o que levantou dúvidas sobre publicidade disfarçada. A publicação não traz nenhuma menção a patrocínio — talvez seja só amor platônico pelo capitalismo europeu.

Em 2023, Erika também participou de um evento promovido pela marca italiana para celebrar seus 10 anos no Brasil, em plena semana de votação do polêmico Marco Temporal — aquele que dificulta novas demarcações de terras indígenas. Questionada sobre a ausência na votação, ela alegou compromisso cultural inadiável em São Paulo. Afinal, debater política com arquitetos e músicos às vezes fala mais alto que proteger territórios indígenas no plenário.

A deputada, que se define como uma das vozes mais combativas da esquerda, afirma ser alvo de uma campanha de perseguição, com mentiras sobre sua saúde, equipe e trabalho. E reforça: “Votei contra o Marco Temporal, estive nos acampamentos indígenas e tenho apenas três faltas não justificadas desde 2023”. Mas a pergunta que não quer calar continua ecoando nos corredores: dá pra militar contra o sistema vestindo R$ 25 mil nos ombros?

Seja como for, Erika Hilton parece disposta a unir causas sociais e alta costura — provando que, no Brasil, até o socialismo pode vir com etiqueta de luxo importado.

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