
💸 Gastos com viagens na Secretaria LGBT+ passam de R$ 1,2 milhão e levantam debate sobre uso de recursos públicos
Levantamento aponta mais de 190 viagens nacionais e internacionais de integrantes do Ministério dos Direitos Humanos desde 2023
Um levantamento baseado em dados do Portal da Transparência trouxe à tona um volume expressivo de gastos com viagens oficiais dentro do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. De acordo com os registros, integrantes da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ acumularam mais de R$ 1,2 milhão em despesas entre 2023 e 2025, em mais de 190 deslocamentos pelo Brasil e pelo exterior.
Os números reacendem discussões sobre prioridades na aplicação de recursos públicos, especialmente em um cenário de desafios econômicos e demandas sociais urgentes em diversas áreas do país.
📊 Quem mais gastou e para onde foram as viagens
Entre os nomes com maior volume de despesas está a secretária nacional Symmy Larrat Brito de Carvalho, que soma aproximadamente R$ 558 mil em 94 viagens. Na sequência aparecem:
- Lucas Santiago Vilela, com cerca de R$ 275 mil
- Alessandro Santos Mariano, com aproximadamente R$ 205 mil
- Hiago Mendes Guimarães, com cerca de R$ 157 mil
Os destinos incluem cidades como Nova York, Genebra, Amsterdã e Bogotá, além de compromissos em países africanos. Parte significativa das agendas envolveu participação em eventos ligados à Organização das Nações Unidas, fóruns internacionais e encontros multilaterais sobre direitos humanos.
⚖️ Justificativas oficiais e questionamentos
Em nota, o ministério afirma que todas as viagens seguem normas da administração pública e têm caráter técnico, com foco na formulação de políticas públicas, articulação institucional e representação do Brasil em debates globais.
Segundo a pasta, esses deslocamentos contribuíram para acordos internacionais e iniciativas voltadas à promoção dos direitos humanos no país.
Ainda assim, o volume de gastos e a frequência das viagens geram questionamentos legítimos sobre eficiência, transparência e prioridades. Em meio a dificuldades enfrentadas pela população em áreas como saúde, educação e segurança, cresce a cobrança por maior rigor no uso do dinheiro público.
🚨 Debate público e responsabilidade
O caso não envolve ilegalidade comprovada até o momento, mas reforça um ponto sensível na gestão pública: a necessidade de equilíbrio entre representação institucional e responsabilidade fiscal.
O tema deve continuar no centro do debate político e social, pressionando o governo a prestar contas de forma mais detalhada e a demonstrar, com clareza, os resultados práticos dessas despesas para a sociedade brasileira.