
Correios afundam, Lula se esquiva e Haddad prepara mais uma conta para o contribuinte
Crise histórica na estatal escancara a incompetência do desgoverno, enquanto o Planalto rejeita privatização e aposta em empréstimo bilionário bancado pelo povo
A crise dos Correios já não pode mais ser tratada como um “problema pontual”, como tenta sugerir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O que está em curso é o retrato de um desgoverno incapaz de administrar uma estatal básica, que presta um serviço cada vez pior e agora precisa de um socorro bilionário para não quebrar de vez.

Mesmo diante do maior colapso financeiro da história dos Correios, Lula preferiu o discurso fácil. Disse “lamentar” a situação, reconheceu que uma empresa pública não pode dar prejuízo, mas descartou qualquer possibilidade de privatização. Na prática, é o velho roteiro: o governo erra, a empresa afunda e a conta sobra para o contribuinte.
Enquanto Lula faz declarações vagas, o Conselho de Administração da estatal aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões, que ainda depende do aval do Tesouro Nacional — ou seja, do Ministério da Fazenda comandado por Fernando Haddad. Mais uma vez, Haddad aparece como o fiador de um modelo fracassado, disposto a colocar o dinheiro público em risco para sustentar uma estrutura inchada, ineficiente e politicamente aparelhada.
O discurso oficial fala em “reestruturação”, mas o plano inclui fechamento de agências, demissão de até 15 mil funcionários e cortes de serviços. Para o cidadão, sobra menos atendimento, mais atrasos e um serviço cada vez mais precário. Para o governo, sobra propaganda e resistência ideológica a qualquer solução real, como a privatização ou uma abertura séria ao mercado.
Lula ainda delegou a missão de “salvar” os Correios à ministra da Gestão, como se trocar nomes resolvesse um problema estrutural criado e aprofundado por decisões políticas equivocadas. A realidade é simples: sem eficiência, sem competitividade e sem responsabilidade fiscal, a estatal virou um peso morto.
A recusa em privatizar não é defesa do interesse público, é teimosia ideológica. E o empréstimo bilionário, costurado com a bênção de Haddad, não é solução — é apenas mais uma vergonha anunciada. Os Correios afundam, o governo finge governar e o brasileiro, como sempre, paga a conta.