đŸ’Œ Primeira-dama ganha gabinete prĂłprio: expansĂŁo de cargos e privilĂ©gios gera repĂșdio

đŸ’Œ Primeira-dama ganha gabinete prĂłprio: expansĂŁo de cargos e privilĂ©gios gera repĂșdio

Decreto assinado por Lula formaliza acesso de Janja a estrutura do Gabinete Pessoal da PresidĂȘncia; crĂ­ticos apontam concentração de funçÔes e questionam necessidade de novos cargos pagos pelo contribuinte.

O governo de Luiz InĂĄcio Lula da Silva oficializou um decreto que amplia a estrutura Ă  disposição da primeira-dama, RosĂąngela da Silva (Janja). A medida, assinada em agosto e detalhada pelo Executivo neste domingo (12), inclui Janja nas funçÔes do Gabinete Pessoal da PresidĂȘncia, permitindo que o ĂłrgĂŁo atue em apoio ao cĂŽnjuge do presidente “no exercĂ­cio de atividades de interesse pĂșblico”.

Segundo o texto, assinado tambĂ©m pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pela ministra da GestĂŁo e Inovação, Esther Dweck, a alteração formaliza que Janja pode ter acesso a serviços relacionados a agenda, correspondĂȘncia, cerimonial, acervo e manutenção das residĂȘncias oficiais do presidente.

A estrutura do gabinete, comandada pelo cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), possui 189 cargos em comissão e funçÔes de confiança, distribuídos entre unidades como ajudùncia de ordens, gabinete de agenda, cerimonial e diretoria de documentação histórica.

A Secretaria de Comunicação da PresidĂȘncia (Secom) defendeu a medida, afirmando que o decreto “consolida” regras da Advocacia-Geral da UniĂŁo (AGU) e “contribui para a transparĂȘncia no exercĂ­cio das atividades” de Janja. Segundo a Secom, a primeira-dama pode representar o governo em eventos culturais e sociais, desde que sem carĂĄter oficial, sem remuneração e com prestação de contas.

Apesar da justificativa, crĂ­ticos veem a ação como uma expansĂŁo desnecessĂĄria de cargos e privilĂ©gios, questionando o impacto para os cofres pĂșblicos e a lĂłgica de criar uma estrutura prĂłpria para a primeira-dama. Janja, por sua vez, jĂĄ defendia publicamente o gabinete desde 2023, alegando que primeiras-damas em outros paĂ­ses possuem estruturas semelhantes, e atribuiu a resistĂȘncia Ă  ideia a “misoginia e machismo”.

A medida reacende o debate sobre cargos pĂșblicos, gasto com estruturas administrativas e privilĂ©gios ligados a familiares do chefe do Executivo, gerando reação negativa entre setores da sociedade e especialistas em administração pĂșblica.

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