🚢 Lula troca palácio por “navio de guerra”: o marinheiro da humildade na COP30

🚢 Lula troca palácio por “navio de guerra”: o marinheiro da humildade na COP30

Entre helicópteros, mísseis e generais, o presidente petista pode se hospedar no maior navio de guerra da América Latina — uma “modesta” alternativa às suítes de luxo em Belém.

Parece que o espírito de humildade baixou de vez no Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, está cogitando transformar o maior navio de guerra da América Latina em seu quarto temporário durante a COP30, conferência do clima da ONU que acontecerá em Belém (PA), em novembro.

A embarcação escolhida para o gesto de “simplicidade” é o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico (NAM Atlântico) — um gigante de 208 metros de comprimento, com o peso modesto de 20 mil toneladas, o equivalente a um prédio de 40 andares flutuando sobre o rio.

Segundo apuração, integrantes do governo já iniciaram as vistorias para avaliar se o navio tem as condições ideais para receber Lula e a primeira-dama Janja. Afinal, não é qualquer camarote que acomoda um casal presidencial com tanto “espírito marinheiro”.

O Atlântico, comprado do Reino Unido em 2018, partiu do Rio de Janeiro com 1.044 militares, dois cães e 700 toneladas de equipamentos das Forças Armadas — incluindo veículos blindados, helicópteros, armamentos e mísseis. Tudo, claro, para garantir que o chefe do Executivo possa “relaxar” em segurança durante o evento ambiental.

Durante sua passagem por Belém, Lula chegou a dizer que pretendia se hospedar em um “barco”. Só não avisou que o tal barco seria praticamente uma fortaleza flutuante.

Entre o discurso ecológico e o conforto blindado, o presidente parece decidido a provar que dá para falar de sustentabilidade cercado de aço, mísseis e hélices. É o novo capítulo da saga: “Lula, o marinheiro da humildade” — versão tropical de luxo e poder em alto-mar.

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