🌳 Congresso atropela o meio ambiente — e Lula vira cúmplice ao ter vetos derrubados

🌳 Congresso atropela o meio ambiente — e Lula vira cúmplice ao ter vetos derrubados

🏛️ Representantes do Amazonas ignoram crise climática e abrem caminho para mais devastação

A quinta-feira (27) terminou com um recado duro vindo do Congresso: quando o assunto é proteger a floresta, a prioridade continua sendo agradar grupos econômicos. Entre os oito deputados e três senadores do Amazonas, apenas Amom Mandel (Cidadania) manteve apoio aos vetos do presidente Lula no chamado “PL da Devastação”. Todos os outros embarcaram na votação que desmonta regras ambientais justamente dias após a COP 30 — aquela conferência toda cheia de discursos verdes.

O resultado? 295 votos para derrubar os vetos e só 167 para tentar evitar mais retrocessos. No fim, 24 trechos caíram de primeira, e outros 28 foram derrubados depois. Como se diz no jargão de Brasília: foi um atropelo.

🌱 Licenciamento vira “cada um por si”

Com a derrubada dos vetos, projetos que antes exigiam análise técnica passarão a andar quase livres — inclusive obras capazes de alterar cursos d’água, derrubar áreas sensíveis ou afetar comunidades inteiras. Rodovias, linhas de energia, gasodutos, obras de saneamento e atividades rurais poderão avançar com pouca ou nenhuma avaliação séria do impacto real.

Pior: abre-se espaço para a tal autolicença, onde o próprio dono do empreendimento diz que está tudo bem — como se fosse possível confiar cegamente no “eu juro que não vai dar problema”.

🛣️ BR-319: o “troféu” dos parlamentares

A bancada amazonense comemorou o resultado como se fosse vitória de Copa do Mundo. Para políticos como Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), a derrubada dos vetos significa um caminho mais fácil para o asfaltamento da BR-319 — ignorando que a estrada corta áreas extremamente sensíveis e pode abrir novas frentes de destruição.

A lógica é simples (e perigosa): se já existiu asfalto ali um dia, não precisaria mais de avaliação ambiental rigorosa para pavimentar de novo. Uma brecha perfeita.

🚨 Especialistas alertam: “É retrocesso em escala nacional”

Para a socioambientalista Muriel Saragoussi, o desmonte não é apenas técnico — é moral. Coloca o país na contramão da preservação e entrega decisões cruciais nas mãos de quem tem interesse direto em lucrar.

Ela lembra que:

  • desmatamentos podem ser executados sob justificativas frágeis;
  • barragens pequenas podem secar comunidades inteiras abaixo do rio;
  • hidrelétricas e obras de médio impacto ficariam à mercê do humor de proprietários;
  • biomas já fragilizados, como a Mata Atlântica, perderiam o que ainda resta.

Tudo isso enquanto o planeta enfrenta eventos climáticos extremos — enchentes, granizo em massa, secas brutais — provocados justamente pela ação humana sem controle.

⚠️ Risco de guerra ambiental entre estados

Outra preocupação é a desigualdade: se cada estado começar a criar suas próprias regras, o Brasil volta à “guerra fiscal” — só que, agora, com natureza como moeda. Quem flexibilizar mais atrai empreendimento. Quem tenta proteger mais, perde investimentos.

Isso não é política pública — é disputar para ver quem destrói mais rápido.

👥 Populações tradicionais ficam desprotegidas

Ao esvaziar o papel da Funai, Ibama e Conama, o projeto enfraquece diretamente a proteção de indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Zonas preservadas perderão vigilância. E quando houver desastre, quem vai apagar incêndio e lidar com tragédias? O Estado. Enquanto os lucros ficam com poucos, o prejuízo recai sobre todos.

🔥 Em resumo: o Congresso abriu a porteira, e o meio ambiente vai pagar a conta

E pior: isso vem justamente de parlamentares que deveriam ser os primeiros a defender a Amazônia — mas preferem discursos fáceis e votos que agradam empresários. A derrubada dos vetos não é apenas retrocesso legislativo. É um tapa na cara do país que sofre com enchentes, secas, queimadas e perdas irreparáveis.

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