
📺 A TV é deles, mas a conta é nossa: petistas bancam canal aliado com verba pública
Mais de R$ 5,5 milhões em emendas parlamentares foram parar na TVT, emissora simpática ao governo Lula. Tudo em nome da “comunicação pública”, claro — com gosto caro e discurso velho.
Enquanto o país enfrenta filas no SUS, escolas sem estrutura e um rombo nas contas públicas, deputados e senadores do PT parecem ter outras prioridades mais… midiáticas. Um levantamento divulgado pelo portal Metrópoles revelou que, nos últimos sete anos, ao menos R$ 5,5 milhões em emendas parlamentares foram generosamente direcionados para a TV dos Trabalhadores (TVT), um canal fundado por sindicatos e historicamente afinado com o discurso de Lula.
Sim, você leu certo. Dinheiro público, que poderia ser usado para saúde, educação ou segurança, foi parar justamente numa emissora que serve de palanque informal para as pautas petistas — tudo com aquele verniz de “comunicação educativa”.
No total, 21 parlamentares petistas decidiram patrocinar o canal com recursos públicos. Entre eles, nada menos que ministros do atual governo, como Gleisi Hoffmann, Alexandre Padilha e Paulo Teixeira, que antes de assumirem cargos no Planalto, já garantiam o repasse via emenda.
Segundo a própria fundação mantenedora da TVT — batizada com pompa de Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho — o dinheiro tem sido usado para bancar programas jornalísticos, comprar equipamentos e modernizar a estrutura técnica da emissora, sediada em São Paulo. Um mimo e tanto.
E o argumento oficial? Segundo o conselheiro da fundação, Maurício Júnior, o objetivo seria produzir conteúdo voltado à juventude, às periferias e aos movimentos sociais. Tudo para mostrar “o Brasil real” que, segundo ele, é ignorado pela grande imprensa. Só esqueceram de dizer que esse “Brasil real” é o mesmo que paga a conta.
A TVT é mantida por sindicatos como o dos Metalúrgicos do ABC — reduto histórico de Lula — e dos Bancários de São Paulo. Nada mais coerente. Afinal, se o partido nasceu nos palanques sindicais, por que não usar o Estado para manter a plateia cativa?
Esse caso escancara, mais uma vez, o velho roteiro petista: confundir o que é público com o que é partidário. Uma TV para chamar de sua — mas com o dinheiro de todos. Se é pra mostrar o “Brasil real”, que comecem dizendo quem realmente paga a fatura.