
đ NestlĂ© corta empregos e investidores batem palmas: 16 mil na rua, açÔes nas alturas
Enquanto milhares perdem seus postos de trabalho, a gigante suĂça de alimentos vĂȘ suas açÔes dispararem â e a confusĂŁo interna nĂŁo para de crescer.
A NestlĂ©, gigante suĂça de alimentos e bebidas, anunciou nesta quinta-feira (16/10) uma rodada de demissĂ”es em massa que vai atingir cerca de 16 mil funcionĂĄrios â quase 6% de sua força de trabalho global de 277 mil pessoas. A justificativa da CEO Philipp Navratil? âO mundo estĂĄ mudando, e a NestlĂ© precisa mudar mais rĂĄpido.â
O plano de cortes faz parte de uma estratĂ©gia para reduzir custos e reconquistar a confiança dos investidores. A meta de economia da empresa atĂ© 2027 subiu de US$ 3,13 bilhĂ”es (R$ 17 bilhĂ”es) para US$ 3,76 bilhĂ”es (R$ 20,4 bilhĂ”es). E, como se esperava, a notĂcia teve efeito imediato no mercado: as açÔes da NestlĂ© em Zurique dispararam quase 8% logo no inĂcio do pregĂŁo.
Mas a crise vai alĂ©m do financeiro. Em setembro, o entĂŁo CEO Laurent Freixe foi demitido apĂłs uma investigação interna revelar um relacionamento secreto com uma subordinada â prĂĄtica que violava o cĂłdigo de conduta e configurava conflito de interesse. A turbulĂȘncia continuou quando o presidente do Conselho, Paul Bulcke, deixou o cargo apĂłs crĂticas sobre sua condução do caso. Pablo Isa assumiu a presidĂȘncia do conselho em 1Âș de outubro.
No fim das contas, a Nestlé enfrenta um paradoxo cruel: enquanto corta empregos e arruma as contas para agradar investidores, os problemas internos expÔem uma gigante que, apesar de quase cinco décadas de história, ainda tropeça em escùndalos e crises de governança.