💰 Trump ameaça a China com tarifa de 155%, mas diz esperar “acordo bom para os dois lados”

💰 Trump ameaça a China com tarifa de 155%, mas diz esperar “acordo bom para os dois lados”

Em meio às tensões comerciais, presidente americano elogia postura de Pequim nas negociações e afirma que mantém “boa relação” com Xi Jinping

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o tom contra a China, afirmando nesta segunda-feira (20/10) que o país asiático poderá enfrentar tarifas de até 155% se não houver um novo acordo comercial até o dia 1º de novembro. Apesar da ameaça, o republicano disse estar otimista e espera chegar a um “entendimento bom para ambos os lados” com o presidente Xi Jinping.

Falando a repórteres no Salão Oval da Casa Branca, Trump elogiou o comportamento chinês nas conversas recentes, descrevendo os representantes de Pequim como “muito respeitosos”. Segundo ele, as tarifas impostas pelos EUA já fizeram a China “parar de se aproveitar dos americanos”.

“A China não está mais tomando vantagem dos Estados Unidos porque está pagando tarifas elevadas”, declarou.

Trump confirmou que deve se encontrar com Xi Jinping na Coreia do Sul, no fim de outubro, para discutir as relações comerciais entre as duas potências.

Mesmo adotando um discurso firme, o presidente americano tentou suavizar o tom, dizendo que não quer prejudicar Pequim. “Quero ser justo com a China, quero que eles prosperem também. Espero que possamos negociar sobre os minérios de terras raras. Eles nos ameaçaram com isso, mas temos outras cartas na manga — como a venda de aviões, por exemplo”, afirmou.

O republicano destacou ainda que mantém boas relações pessoais com Xi Jinping e negou que os chineses estejam oferecendo grandes ameaças aos Estados Unidos no momento.

“Eu amo minha relação com Xi Jinping. Fui convidado para visitar a China e pretendo ir a Pequim no início de 2026”, completou Trump, em tom mais diplomático.

Nos bastidores, assessores da Casa Branca acreditam que Trump busca equilibrar a retórica nacionalista — importante para sua base eleitoral — com a necessidade de evitar um novo choque econômico global às vésperas de um ano eleitoral.

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