🤝 Lula aproxima-se de líder evangélico que apoiou Bolsonaro com ajuda de Jorge Messias

🤝 Lula aproxima-se de líder evangélico que apoiou Bolsonaro com ajuda de Jorge Messias

Durante transição de governo, advogado-geral da União atuou como ponte entre o presidente e líderes religiosos, abrindo diálogo com pastores ligados à Assembleia de Deus.

Uma cena inusitada chamou atenção nesta semana no Palácio do Planalto: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi visto orando com o bispo Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira — conhecido por ter pedido votos para Jair Bolsonaro nas últimas eleições. Por trás desse encontro improvável, está Jorge Messias, advogado-geral da União e cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), que acompanhou a visita, Messias atuou desde a transição de governo, no fim de 2022, como uma ponte para reduzir a polarização e construir diálogo com os líderes evangélicos. “Na transição, o Messias me procurou. Ele foi uma ponte para sair dessa polarização. E está sempre presente”, afirmou o parlamentar à Coluna do Estadão.

Cezinha ressaltou ainda que o esforço de aproximação não é novo: em 2021, durante o governo Bolsonaro, tanto Messias quanto o líder do Senado, Jaques Wagner (PT-BA), colaboraram para aprovar a indicação do pastor André Mendonça ao STF, enfrentando resistência dentro do Congresso.

Apesar de Lula ter demonstrado certa desistência de conquistar o apoio evangélico no início do mandato, a possibilidade de Messias ser indicado ao Supremo mudou o cenário. A primeira-dama, Rosângela da Silva, também vem atuando junto a mulheres evangélicas para fortalecer a aproximação.

Sobre o encontro, Cezinha comentou: “Eu fui e iria dez vezes se o presidente chamar”. Ele reconhece que, de modo geral, os evangélicos têm posições políticas mais à direita, mas reforça: “A Igreja também ensina que devemos respeitar as autoridades”.

O deputado ainda defendeu Messias, caso seja indicado ao STF, como um “excelente” ministro, e frisou que isso não significa oposição ao presidente Bolsonaro, que, segundo ele, está “preso injustamente”.

O encontro evidencia uma estratégia de diálogo e construção de pontes entre o governo Lula e setores religiosos tradicionalmente ligados à direita, com foco na redução da polarização e na ampliação de apoio político.

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