
André Valadão nega rótulo político e afirma: “Nunca fui bolsonarista”
Pastor da Lagoinha Global diz que não é ligado a partidos e explica que seu posicionamento eleitoral segue princípios cristãos, não fidelidade política
André Valadão afirma que nunca foi bolsonarista e nega vínculo político fixo. Pastor da Lagoinha Global diz que vota conforme valores cristãos, não por militância.
André Valadão, líder da Igreja Lagoinha Global, voltou a comentar sua posição política após questionamentos de seguidores nas redes sociais. Em uma interação direta com o público, o pastor foi categórico ao rejeitar o rótulo de militante: segundo ele, nunca foi bolsonarista e tampouco mantém fidelidade a qualquer movimento político.
A declaração foi feita em uma caixinha de perguntas no Instagram, depois que um seguidor perguntou se ele teria “abandonado” o ex-presidente Jair Bolsonaro. Valadão respondeu de forma direta, afirmando que não houve abandono porque, em suas palavras, esse tipo de vínculo nunca existiu.
“Nunca, nunca, nunca abandonei Bolsonaro, até porque eu não sou bolsonarista, como muitas mídias divulgaram”, disse o pastor, destacando que sua postura política tem sido interpretada de maneira distorcida.
Segundo Valadão, suas escolhas eleitorais são guiadas por valores cristãos e não por alinhamento partidário ou militância ideológica. Ele ressaltou que não é filiado a nenhum partido político e que, a cada eleição, avalia qual candidato se aproxima mais daquilo que acredita.
“Como eleitor, você se posiciona de acordo com quem mais representa os seus princípios. Não é sobre idolatria política, nem sobre seguir pessoas”, explicou.
O pastor também fez um alerta aos seguidores sobre a forma como sua imagem é associada a determinados grupos políticos. Para ele, parte da mídia e das redes sociais tenta criar um vínculo permanente que não reflete a realidade.
“Às vezes querem forçar uma ligação que não existe. É preciso ter cuidado com essas narrativas”, afirmou.
A fala de André Valadão ocorre em um contexto de reorganização do cenário político nacional, no qual o eleitorado evangélico segue sendo um dos mais disputados. Lideranças religiosas, como ele, acabam frequentemente colocadas no centro desse debate, mesmo quando tentam se manter fora de rótulos partidários.
Ao reforçar que sua posição é baseada em fé e valores pessoais — e não em lealdade política —, Valadão tenta delimitar a fronteira entre convicção religiosa e militância ideológica, tema que segue gerando repercussão dentro e fora do meio evangélico.