🌎 Maduro aplaude críticas da ONU aos EUA e se aproxima ainda mais da Rússia

🌎 Maduro aplaude críticas da ONU aos EUA e se aproxima ainda mais da Rússia

Líder venezuelano chama o posicionamento do chefe de Direitos Humanos da ONU de “passo histórico” e aproveita para reforçar sua aliança com Moscou.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aproveitou seu programa semanal de TV, nesta segunda-feira (3), para elogiar o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, após o diplomata condenar os ataques aéreos dos Estados Unidos na América do Sul.

Com seu tom habitual de provocação política, Maduro afirmou que as críticas de Turk representam “um avanço para o direito internacional e a estabilidade da região”, celebrando o que chamou de “postura corajosa” contra o que vê como abusos norte-americanos.

“É bem-vinda essa declaração. O mundo precisa de uma liderança em direitos humanos que defenda as leis internacionais e enfrente os crimes que ameaçam o Caribe”, declarou o líder chavista, em referência às recentes operações militares dos EUA contra supostos narcotraficantes — ações que deixaram 61 mortos e destruíram 14 embarcações.

A fala de Maduro causou surpresa, já que em julho a própria Assembleia Nacional venezuelana, controlada pelo governo, havia declarado Turk persona non grata, depois que ele denunciou prisões arbitrárias e desaparecimentos forçados no país. Agora, o presidente tenta transformar o ex-crítico em aliado político — um movimento típico de sua retórica estratégica.

Mais adiante no programa, Maduro também reforçou a parceria militar e diplomática com a Rússia, classificando a cooperação entre Caracas e Moscou como “tranquila, produtiva e duradoura”. O Kremlin, por sua vez, pediu recentemente “calma” nas relações entre Venezuela e Estados Unidos, em meio à crescente tensão militar no Caribe.

Os EUA, que ampliaram sua presença na região com navios de guerra, caças e milhares de soldados, acusam Maduro de abrigar redes de narcotráfico e de usar o discurso anti-imperialista como cortina de fumaça para esconder a crise interna venezuelana.

Entre elogios à ONU e abraços à Rússia, Maduro tenta se equilibrar entre o discurso de resistência e a necessidade de aliados — enquanto a pressão internacional continua a rondar seu governo, que segue isolado, mas cada vez mais ruidoso no tabuleiro global.

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