🎙️ “Sem tradução, não há mensagem”: Jerônimo interrompe Macron e causa constrangimento diplomático em Salvador

🎙️ “Sem tradução, não há mensagem”: Jerônimo interrompe Macron e causa constrangimento diplomático em Salvador

Durante evento com o presidente francês, governador da Bahia quebra o protocolo e cobra tradução simultânea, arrancando reações surpresas da plateia e obrigando a organização a improvisar.

O que era para ser uma noite de discursos elegantes e diplomacia acabou virando um momento de constrangimento coletivo no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador. Durante a abertura do Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com a África, o governador Jerônimo Rodrigues interrompeu o presidente francês Emmanuel Macron no meio de sua fala para cobrar algo básico — mas indispensável: tradução.

Macron havia acabado de iniciar seu discurso quando Jerônimo, visivelmente incomodado, se levantou, pegou o microfone e disse em tom firme:

“Se nós não tivermos tradução, mesmo que simultânea, nós não vamos entender a mensagem do presidente Macron. Eu não sei se temos tradutores, mas é preciso que haja tradução da mensagem.”

O gesto surpreendeu a todos — inclusive o próprio Macron, que manteve o sorriso diplomático enquanto o protocolo era rompido. O público, dividido entre o espanto e o apoio, reagiu com murmúrios e aplausos tímidos.

Pouco depois, os organizadores providenciaram uma tradutora e reforçaram a entrega dos fones de ouvido para o público que não havia recebido o equipamento de tradução simultânea. Situação controlada, o francês retomou seu discurso, elogiando a hospitalidade baiana e ressaltando os laços culturais entre França, Brasil e África.

A quebra de protocolo, no entanto, acabou roubando a cena. O episódio viralizou nas redes sociais, com parte dos internautas elogiando a postura direta de Jerônimo — “falou o que todo mundo estava pensando” —, enquanto outros viram ali uma “gafe diplomática” em plena véspera da COP30, conferência que também será sediada em solo brasileiro.

Durante o dia, Macron circulou pelo Centro Histórico de Salvador acompanhado de autoridades, entre elas o prefeito Bruno Reis, a ministra da Cultura Margareth Menezes, e Maria Marighella, presidente da Funarte.

O festival, que busca promover o diálogo entre África, Brasil e França, tinha como temas centrais justiça territorial, igualdade racial e sustentabilidade — mas terminou sendo lembrado por um episódio que mostrou, com ironia, a importância universal da comunicação.

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