💸 Coordenador do PT é alvo de suspeita por receber milhões de empresa envolvida na “Farra do INSS”

💸 Coordenador do PT é alvo de suspeita por receber milhões de empresa envolvida na “Farra do INSS”

Ricardo Bimbo, figura histórica do partido, recebeu R$ 2,6 milhões de empresa investigada por desvio de recursos de aposentados e ainda fez pagamentos a contador ligado a esquema de lavagem de dinheiro.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações financeiras suspeitas envolvendo Ricardo Bimbo, coordenador do Setorial Nacional de Tecnologia e Informação do PT. Ele teria recebido R$ 2,6 milhões de uma empresa apontada como parte do escândalo conhecido como Farra do INSS, que desviou recursos de aposentados.

De acordo com relatórios enviados à CPMI do INSS, a empresa ADS Soluções e Marketing, que figura entre as investigadas, transferiu R$ 120 mil diretamente para a conta pessoal de Bimbo e mais R$ 8,29 milhões para a Datacore, companhia de tecnologia da qual ele é sócio. Questionado sobre o motivo dos pagamentos milionários, o dirigente petista afirmou não se lembrar dos serviços prestados.

No mesmo período, Bimbo efetuou um pagamento de R$ 10,3 mil ao contador João Muniz Leite, conhecido por ter trabalhado para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e investigado por lavar dinheiro para o PCC. Procurado, o contador também disse não recordar o motivo do repasse.

Petista desde 1989, Bimbo tem uma longa trajetória dentro do partido. Já integrou grupos de campanha de Lula, atuou na prefeitura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy e foi citado em investigações do Ministério Público sobre favorecimento a entidades ligadas a militantes petistas.

A ADS, empresa que aparece no centro das investigações, movimentou dezenas de milhões de reais em contratos suspeitos com associações que aplicavam descontos irregulares na folha de pagamento de aposentados. Entre as entidades envolvidas estão a Potyguar Associação de Proteção e Defesa dos Aposentados e a AAPPS, ambas com valores bloqueados pela Justiça.

Os registros do Coaf indicam que a ADS ainda mantinha um saldo devedor de R$ 2,9 milhões com a empresa de Bimbo até o fim de 2024. As movimentações continuam sob análise, enquanto a CPI tenta rastrear o destino dos valores.

A sucessão de nomes, valores e coincidências reforça um cenário preocupante: figuras próximas ao PT e a antigos aliados de Lula aparecem cada vez mais ligadas a esquemas que drenaram dinheiro público — inclusive dos mais vulneráveis, os aposentados.

Fonte e Créditos: Metrópoles

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