💾 Governo Lula libera R$ 4,4 milhĂ”es para empresa acusada de corrupção Ă s vĂ©speras da COP30

💾 Governo Lula libera R$ 4,4 milhĂ”es para empresa acusada de corrupção Ă s vĂ©speras da COP30

Construtora investigada por propina e lavagem de dinheiro recebe crĂ©dito do MinistĂ©rio do Turismo para reformar hotel em BelĂ©m. Caso levanta suspeitas sobre uso de verbas pĂșblicas e favorecimento polĂ­tico.

O governo do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT) voltou a se enrolar com denĂșncias sobre o uso de dinheiro pĂșblico. Desta vez, a polĂȘmica envolve a Ômega Construtora e Incorporadora, uma empresa que estĂĄ na mira da PolĂ­cia Federal por suspeita de propina, lavagem de dinheiro e desvio de verbas.

Mesmo sob investigação, a construtora recebeu R$ 4,4 milhÔes do Ministério do Turismo, comandado por Celso Sabino (União Brasil-PA), para obras relacionadas à COP30, em Belém. O dinheiro saiu de uma linha especial do Fungetur (Fundo Geral do Turismo), aprovada pela Caixa EconÎmica Federal com o aval da pasta.

Um repasse que cheira a escĂąndalo

A Ômega, que diz estar reformando um prĂ©dio abandonado para transformĂĄ-lo no hotel AmazĂŽnia Seasons, com 68 quartos e 4.300 mÂČ, Ă© acusada de movimentar R$ 9,6 milhĂ”es em transferĂȘncias suspeitas, sem comprovação de serviço algum.

A PolĂ­cia Federal afirma que Igor de Sousa Jacob, dono da empresa, agia como operador financeiro em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos de saneamento em BelĂ©m. Ele e o pai foram flagrados sacando R$ 600 mil em espĂ©cie no fim de 2023 — um valor difĂ­cil de justificar atĂ© para quem acredita em milagres contĂĄbeis.

De acordo com os investigadores, parte do dinheiro pĂșblico desviado teria sido usada na compra de um apartamento de uma ex-secretĂĄria municipal.

O Ministério lava as mãos

Questionado sobre o repasse, o ministro Celso Sabino preferiu adotar o clĂĄssico “nĂŁo sei, nĂŁo vi, nĂŁo sou responsĂĄvel”. Disse que a anĂĄlise dos emprĂ©stimos Ă© feita pelos bancos e que o ministĂ©rio “nĂŁo tem ingerĂȘncia” sobre as aprovaçÔes.

Curiosamente, foi o prĂłprio Sabino quem autorizou critĂ©rios especiais para empresas do ParĂĄ — seu reduto eleitoral — terem acesso facilitado aos recursos do Fungetur, dobrando o limite de emprĂ©stimos e exigindo aprovação prĂ©via do ministĂ©rio.

Ou seja, quando Ă© para ajudar empresĂĄrios amigos, a “ingerĂȘncia” aparece; mas quando a sujeira vem Ă  tona, todo mundo jura inocĂȘncia.

Corrida pelo dinheiro da COP30

Com a conferĂȘncia ambiental batendo Ă  porta, documentos internos revelam que o MinistĂ©rio do Turismo pressionou bancos pĂșblicos a acelerar a liberação dos financiamentos. AtĂ© outubro, R$ 200 milhĂ”es jĂĄ haviam sido aprovados — e nem todos os beneficiĂĄrios tinham algo a ver com turismo.

Entre os contemplados, uma padaria em Conceição do Araguaia recebeu R$ 850 mil, e um apart-hotel em Bragança, R$ 565 mil. O Fungetur, que deveria incentivar o turismo sustentåvel, virou praticamente um balcão de repasses regionais.

EscĂąndalo Ă  sombra da COP30

Enquanto o governo promete transparĂȘncia e sustentabilidade, os bastidores da COP30 se enchem de denĂșncias de corrupção, gastos de luxo e contratos suspeitos. A liberação de milhĂ”es para uma empresa sob investigação sĂł aumenta a pressĂŁo sobre o Planalto — e levanta a velha pergunta:

como esperar um evento global sobre o futuro do planeta quando nem o presente consegue ser limpo? 🌍💰

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