💸 Quando a Emenda Vira Barganha: O Desfile de “Boas Maneiras” no Planalto

💸 Quando a Emenda Vira Barganha: O Desfile de “Boas Maneiras” no Planalto

Entre telefonemas, caras fechadas e promessas veladas, a velha moeda da política volta à prateleira: emenda por obediência. E o Brasil, mais uma vez, paga a conta.

Se alguém ainda tinha esperança de ver 2025 terminar com um mínimo de decoro político, André Ceciliano tratou de tirar essa ilusão do forno. O secretário especial do governo Lula — que insiste em se apresentar como “apenas um político, nada mais” — resolveu passar o dia pendurado no telefone, ligando para deputados do baixo clero e distribuindo recadinhos que soavam mais como ultimatos embalados em fita de cetim.

A missão? Evitar que Glauber Braga fosse cassado.
O método? Um clássico da política brasileira: usar emendas parlamentares como se fossem fichas de um cassino público.

Segundo relatos que circularam pela Câmara, Ceciliano avisou, sem rodeios, que o Planalto vai controlar as comissões em 2026 para impedir que parlamentares “desobedientes” tenham acesso aos R$ 12 bilhões em emendas. Em bom português: quem não rezar pela cartilha, fica sem dinheiro para mostrar serviço no ano eleitoral.

Deputados, claro, ficaram “pensativos”. Imagina só a surpresa: políticos descobrindo que emenda virou chantagem. Realmente um baque emocional.

Lideranças da Câmara procuraram Ceciliano para avisar que ele estava metendo o nariz onde não devia e que emenda não é instrumento de coerção. Em resposta, ele correu para desfazer o “mal entendido”, dizendo que falava como político, não como governo. Aham.

No fim da ópera, o governo conseguiu o que queria: Glauber escapou da cassação e levou “apenas” seis meses de suspensão. Tudo graças a uma operação tão bonita que merecia até trilha sonora de novela.

E o episódio que iniciou toda a crise? Glauber expulsou a chutes um militante do MBL do Congresso. A justificativa do deputado: o rapaz teria insultado sua mãe já falecida. Brasília sendo Brasília: briga, chute, nota oficial… e depois emenda como prêmio de consolação.

Enquanto isso, o Brasil assiste da arquibancada, pagando o ingresso — e as emendas. Porque, no fim do dia, a moeda da política continua a mesma, só muda quem está no balcão oferecendo o troco.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags