🚢 Tarifaço de Trump bate à porta

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Haddad prega otimismo, promete socorro a setores vulneráveis e reforça que Brasil “não é colônia”

Na véspera de as novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump entrarem em vigor, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, adotou um tom de incentivo: “é hora de manter o otimismo”, disse ele, diante de empresários reunidos no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em Brasília.

Haddad lembrou que, embora as exportações brasileiras para os Estados Unidos já tenham representado 25% do total e hoje estejam em 12%, o impacto imediato do tarifaço afeta apenas cerca de 1,5% das vendas — justamente em setores mais frágeis, como a fruticultura, que empregam milhares de pessoas. “Esses segmentos terão atenção especial”, garantiu.

O ministro também destacou que o governo dispõe de instrumentos para proteger famílias e empresas atingidas, classificando a medida americana como “injusta e indevida”, e ressaltou que o Brasil não aceitará papel de subordinação: “Nosso país é grande demais para ser colônia ou satélite de quem quer que seja.”

Mesmo diante das tensões comerciais, Haddad citou o avanço da indústria, o recorde de investimentos em infraestrutura e a conquista de novos mercados pelo agronegócio como sinais de resiliência. E concluiu, com ironia: “Sem otimismo, eu não recomendaria a ninguém assumir o Ministério da Fazenda.”

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