A farra oficial em Nova York

A farra oficial em Nova York

Mais de 110 na comitiva, R$ 4,3 milhões em gastos — e até Janja entrou no rolê bancado pelo povo

Enquanto milhões de brasileiros contam moedas para pagar aluguel e supermercado, o governo Lula resolveu transformar a Assembleia-Geral da ONU numa verdadeira excursão de luxo. Foram mais de 110 integrantes entre ministros, assessores, puxadinhos de estatais e, claro, a primeira-dama Janja, que nunca perde uma viagem quando o destino é pago com dinheiro público.

Segundo o Portal da Transparência, a conta já passou dos R$ 4,3 milhões. Só de hotéis foram torrados R$ 2,8 milhões, além de mais R$ 1,5 milhão em aluguel de carros — afinal, seria um vexame andar de táxi como um simples mortal.

A comitiva contou com ministros de peso, governadores aliados e representantes de bancos públicos, todos devidamente hospedados em Nova York às custas do brasileiro que acorda cedo para enfrentar ônibus lotado. Até agora, o Itamaraty tenta amenizar a gastança dizendo que “as despesas ainda estão em execução”. Traduzindo: a fatura final pode ser ainda maior.

E no meio dessa viagem milionária, Lula subiu ao púlpito da ONU para posar de guardião da democracia e falar em “genocídio em Gaza”, enquanto aqui a democracia vai sendo corroída pelo abuso político e pela farra com dinheiro público.

Ironia do destino: a comitiva se vendeu como representante de um país que luta contra desigualdades, mas se comportou como uma corte de reis tropicais. É o Brasil da ostentação oficial — onde até o discurso contra o autoritarismo vem acompanhado de champanhe importado e hotel cinco estrelas.

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