A Festa dos Companheiros: Gleisi celebra mais um amigo no STF

A Festa dos Companheiros: Gleisi celebra mais um amigo no STF

Ministra exalta indicação de Jorge Messias enquanto o governo repete a velha prática de empurrar aliados para cargos de poder

A presidente do PT e ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, comemorou com entusiasmo quase religioso a indicação de Jorge Messias — o atual Advogado-Geral da União — para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Para quem acompanha a política brasileira, a cena já parece reprise: governo Lula, nomeação estratégica, celebração no X, e mais um aliado entrando pela porta da frente do Judiciário.

Em sua postagem, Gleisi afirmou que Messias terá a chance de “comprovar sua qualificação” durante a sabatina no Senado. Um comentário que soa até curioso — afinal, se a qualificação já fosse tão óbvia assim, não seria preciso tanto discurso para reforçar.

Ela escreveu, em tom quase pastoral:
“Parabéns, que Deus abençoe sua nova missão!”
Missão esta, claro, amparada por uma indicação presidencial que tem menos cheiro de renovação institucional e mais cara de retribuição política.

Amigo de longa data do PT, agora rumo ao topo

Messias, que começou na AGU em 2007, já circulou pelos corredores do poder petista como figura de confiança da ex-presidente Dilma. Agora, retorna ao centro da cena para ocupar uma vaga vitalícia na Corte mais poderosa do país — desde que o Senado confirme, claro.

Para muitos, a indicação parece uma tentativa estratégica de blindagem, continuidade e alinhamento ideológico dentro de uma instância que deveria prezar pela independência. Para a esquerda, porém, soa como mais um capítulo do “projeto familiar” de manter amigos, aliados e velhos conhecidos nos postos mais relevantes da República.

Oposição não gostou, mas Gleisi segue celebrando

Enquanto setores críticos consideram a indicação um “tapa na cara”, Gleisi faz questão de transformar o momento em celebração pública — como se a nomeação de um companheiro de longa data fosse uma vitória do país, e não apenas do próprio grupo político.

No fim das contas, o roteiro é conhecido:
Lula indica, Gleisi festeja, a base aplaude, e o Senado que se vire para legitimar o resto.

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