
Quando o Estado Resolve Chegar: Castro Lança Operação que Enfrenta Barricadas e Devolve Ruas às Comunidades
Força-tarefa une governo, prefeituras e policiais para desmontar 13 mil bloqueios do crime e recuperar a mobilidade em áreas dominadas por facções
O Rio de Janeiro amanheceu com um anúncio que, para muitos moradores de áreas dominadas por facções, soa quase como um alívio atrasado: o início oficial da Operação Barricada Zero. A iniciativa coloca lado a lado governo estadual, prefeituras e forças de segurança com um único objetivo — remover as barreiras que transformam comunidades inteiras em labirintos controlados pelo crime.
O lançamento ocorreu no Palácio Guanabara, em um evento que reuniu prefeitos, secretários e autoridades da segurança pública. O governador Cláudio Castro, visivelmente decidido a enfrentar o problema, reforçou que a operação só faz sentido com o Estado agindo onde antes só reinava o medo.
Castro foi direto: as barricadas não são apenas objetos no meio da rua — são um símbolo do poder paralelo que sufoca moradores e impede até o básico: o direito de ir e vir. Ele destacou, com ênfase, que é hora de “romper essas barreiras de vez” e devolver às pessoas a sensação de que o Estado não aparece só na inauguração, mas também quando é preciso.
Reconhecimento ao trabalho dos policiais
O governador também anunciou um sistema de bonificações para policiais civis e militares que participarem da retirada das barricadas e, principalmente, impedirem que elas voltem. É uma forma de reconhecer o trabalho de quem, todos os dias, enfrenta uma realidade que poucos têm coragem de ver de perto.
Num estado onde a segurança pública vive nos limites, dar mérito às equipes que atuam na linha de frente é mais que justo — é necessário.
Como a operação vai funcionar
A força-tarefa envolve secretarias de diversas áreas: Polícia Civil, Polícia Militar, Infraestrutura, Obras Públicas, Cidades, Habitação, Emop, ISP e prefeituras. A ideia é simples, mas ambiciosa: retirar os bloqueios, recuperar as vias, reorganizar espaços urbanos e impedir que novos obstáculos sejam levantados.
As cenas serão de retroescavadeiras, caminhões basculantes e máquinas cortando barras de ferro, cimento e tudo que o crime usa para fechar ruas. As valas abertas por traficantes — muitas vezes verdadeiras trincheiras — serão preenchidas imediatamente.
Cada município receberá kits de demolição e corte, garantindo que a ação não seja apenas policial, mas também de infraestrutura, limpeza e recuperação urbana.
Monitoramento permanente
A operação não tem hora para acabar. A ideia é manter vigilância constante e atualização em tempo real — feita pelas polícias — para que nenhuma comunidade volte a ser refém de barricadas.
Inicialmente, 12 municípios serão contemplados, incluindo Rio, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e outros da Baixada e região metropolitana.