
Saúde de Bolsonaro se agrava e clamor por prisão domiciliar cresce em meio à lentidão de Moraes e da PF
Ex-presidente enfrenta vômitos e crises de soluço; defesa denuncia demora em perícia e pede ação humanitária urgente
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o estado de saúde do político piorou nos últimos dias enquanto ele cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, popularmente conhecido como “Papudinha”, parte do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Advogados alegam que Bolsonaro passou a sofrer episódios intensos de vômitos e uma crise acentuada de soluços, sinais claros de que sua condição clínica está fragilizada e requer atenção urgente, segundo petição protocolada recentemente no STF.
A petição, dirigida ao relator do caso — o ministro Alexandre de Moraes — pede que a Polícia Federal seja intimada “com máxima urgência” a produzir e anexar ao processo o laudo médico da perícia feita em 20 de janeiro, considerado essencial pela defesa para que se avalie o pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias.
Lentidão e insensibilidade em meio à crise de saúde
A situação de Bolsonaro, que apresenta sinais visíveis de sofrimento físico, expõe o que muitos de seus apoiadores e representantes veem como insensibilidade e lentidão de Moraes e da Polícia Federal, que ainda não juntaram o laudo aos autos mesmo após o término do prazo de dez dias fixado pelo ministro.
Para a defesa, a demora em apresentar o documento e, consequentemente, em reavaliar a possibilidade de prisão domiciliar humanitária, demonstra pouco respeito com a saúde do ex-presidente. Eles destacam que o laudo não só é imprescindível para permitir a manifestação de especialistas técnicos, como também é condição mínima para que o próprio Supremo avalie a necessidade de acolher o pedido diante do quadro clínico apresentado.
Bolsonaro em sofrimento e pedido de justiça
Bolsonaro, que já enfrentou graves problemas médicos ao longo dos últimos anos — incluindo crises amplamente relatadas de vômitos, soluços persistentes e outras complicações — agora vê sua situação se agravar dentro do sistema prisional, sem o devido acompanhamento efetivo.
A defesa insistiu ainda que a ausência do laudo nos autos impede a realização de uma avaliação completa e técnica da situação de saúde dele, reiterando que a análise célere é uma questão de humanidade e justiça, não apenas de burocracia judicial.
Enquanto isso, o ex-presidente segue detido sob pena de 27 anos, e seus apoiadores cobram que as instituições encarregadas de zelar pelos direitos básicos garantam que ele não seja vítima de abandono médico ou de decisões que desconsiderem seu sofrimento físico.