ACM Neto reage a críticas de Renan Santos e defende jingle em ritmo de pagodão: “O povo da Bahia quer mudança”

ACM Neto reage a críticas de Renan Santos e defende jingle em ritmo de pagodão: “O povo da Bahia quer mudança”

O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, respondeu às críticas feitas pelo presidenciável Renan Santos (Missão) sobre o jingle de sua campanha, produzido em ritmo de pagodão baiano. A troca de declarações ocorreu nas redes sociais e ampliou o debate sobre as estratégias de comunicação adotadas pelos candidatos na corrida eleitoral de 2026.

Em publicação nas redes sociais, ACM Neto compartilhou um vídeo em que apoiadores aparecem dançando ao som da música da campanha e afirmou que a reação positiva do público demonstra que a mensagem tem alcançado seu objetivo.

“Parece que tem gente que se incomodou com o jingle. Mas não tem jeito! O povo da Bahia quer mudança”, escreveu o ex-prefeito de Salvador.

A manifestação foi uma resposta direta às declarações de Renan Santos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência da República. Durante uma transmissão ao vivo pela internet, o presidenciável criticou o formato escolhido para a campanha de ACM Neto e questionou a estratégia de marketing.

Segundo Renan Santos, campanhas eleitorais que apostam em músicas de forte apelo popular subestimam a capacidade de reflexão do eleitor.

“O problema é que muitos marqueteiros trabalham como se o cidadão fosse incapaz de analisar propostas. Eles acreditam que basta produzir um conteúdo chamativo para conquistar votos”, afirmou durante a transmissão.

Além da crítica ao jingle, Renan argumentou que a oposição ao governo estadual deveria concentrar sua campanha em temas considerados prioritários, como segurança pública, desenvolvimento econômico e geração de empregos.

Para o presidenciável, a Bahia enfrenta desafios relevantes após duas décadas de administrações do Partido dos Trabalhadores (PT), e o debate eleitoral deveria priorizar propostas voltadas ao enfrentamento desses problemas.

O jingle que motivou a discussão utiliza uma releitura da música “Dalê”, sucesso do cantor baiano O Poeta, em ritmo de pagodão. A estratégia segue uma tradição das campanhas de ACM Neto, que, em eleições anteriores, também utilizaram estilos musicais populares, como samba e piseiro, buscando maior aproximação com diferentes segmentos do eleitorado, especialmente os jovens.

A troca de críticas evidencia diferentes visões sobre comunicação política em campanhas eleitorais. Enquanto ACM Neto aposta em elementos da cultura popular baiana para ampliar o alcance de sua mensagem, Renan Santos defende uma abordagem mais centrada no debate de propostas e na apresentação de soluções para os problemas do estado.

O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais, onde apoiadores dos dois políticos passaram a discutir os modelos de campanha e o papel dos jingles eleitorais na disputa por votos. A polêmica também reacendeu o debate sobre o equilíbrio entre estratégias de marketing político, identidade cultural e apresentação de propostas durante o período eleitoral.

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