Alexandre de Moraes rejeita pedido de prisão domiciliar para mãe de sete filhos

Alexandre de Moraes rejeita pedido de prisão domiciliar para mãe de sete filhos

Defesa de Gisele Alves denuncia decisão dura e pede atenção à saúde e aos direitos das crianças

A defesa de Gisele Alves Guedes de Morais, cantora, jornalista e mãe de sete filhos, manifestou surpresa e indignação após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar o pedido para que ela cumprisse prisão domiciliar. O argumento da defesa é que a condição de saúde de Gisele, somada ao impacto da prisão sobre seus filhos menores, especialmente um bebê de apenas 1 ano, deveria garantir a concessão do benefício.

Gisele foi condenada a 14 anos em regime fechado por envolvimento nos acontecimentos do dia 8 de janeiro. Os advogados afirmam que não há provas concretas que individualizem sua culpa e classificam a pena como “extremamente desproporcional”.

Dos sete filhos, três têm menos de 12 anos, o que, segundo a defesa, deveria ser considerado como prioridade na decisão, respeitando as normas nacionais e internacionais que protegem o direito à convivência familiar e o melhor interesse das crianças.

“A Constituição, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente garantem um tratamento especial para mães com filhos pequenos, principalmente quando há condições de saúde delicadas, como o enfisema pulmonar que Gisele enfrenta. Além disso, tratados internacionais ratificados pelo Brasil, como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e as Regras de Bangkok da ONU, reforçam o direito à prisão domiciliar como uma medida justa e humanitária”, explicam os advogados.

A defesa ainda destacou a incoerência da decisão, citando casos recentes como o da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, que recebeu prisão domiciliar mesmo após condenações por corrupção, e tem filhos em faixa etária semelhante.

Já foi apresentado recurso ao STF, e a defesa reafirma sua luta por justiça, liberdade e dignidade para Gisele Alves Guedes, ressaltando que sua situação exige mais que uma análise jurídica — pede também sensibilidade humana.

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