
Alvo na Mira: A Onda de Violência Contra Candidatos de Direita na América Latina
Do Brasil à Colômbia, cresce a lista de líderes conservadores atacados em atentados violentos — com suspeitas que apontam para radicais da esquerda. O que parecia caso isolado começa a desenhar um padrão perturbador.
Facadas, tiros e execuções a sangue-frio. O que antes pareciam incidentes isolados, agora revelam um cenário em comum: candidatos e figuras públicas de direita sendo brutalmente atacados em plena campanha eleitoral. E em cada um desses episódios, há um rastro que aponta para extremistas ligados à esquerda.
O caso mais recente ocorreu na Colômbia: Miguel Uribe Turbay, senador e pré-candidato à presidência, foi baleado em plena luz do dia por um adolescente de 15 anos. Antes dele, o jornalista equatoriano Fernando Villavicencio foi executado com tiros na cabeça ao sair de um comício. Em 2018, Jair Bolsonaro sobreviveu a uma facada durante a corrida presidencial no Brasil. E em 2024, o ex-presidente norte-americano Donald Trump foi atingido por um tiro de fuzil na cabeça, durante um evento político na Pensilvânia.
Esses episódios, que atravessam fronteiras e idiomas, têm um ponto de interseção: todos os alvos eram figuras de destaque da direita democrática em seus países. Todos enfrentavam opositores radicalizados, em contextos marcados por discursos de ódio e polarização extrema.
Na Edição 273 da Revista Oeste, a jornalista Branca Nunes apresenta o que já não parece ser coincidência, mas sim um padrão alarmante: a normalização da violência política direcionada contra líderes conservadores. A retórica violenta, o uso da desumanização do adversário e até a cumplicidade silenciosa com o crime organizado estão corroendo os limites do debate democrático.
O jornalista Leonardo Coutinho também alerta: quando o opositor passa a ser visto como um “inimigo absoluto”, qualquer agressão contra ele é tratada como justiça. Nesse contexto, o militante deixa de agir como cidadão e passa a atuar como carrasco autorizado.
No Equador, por exemplo, investigações apontaram que a facção criminosa Los Lobos encomendou o assassinato de Villavicencio. Já na Colômbia, o presidente Gustavo Petro — que tem histórico como ex-guerrilheiro do grupo M-19 — demonstrou mais empatia com o agressor do que com a vítima. Em uma fala pública, Petro disse: “Se não cuidarmos das crianças da pátria, não teremos pátria”, referindo-se ao jovem atirador, como se ele fosse um símbolo de abandono social — não um autor de tentativa de homicídio.
Casos recentes de violência política contra a direita:
- Jair Bolsonaro (2018) – esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG);
- Fernando Villavicencio (2023) – morto a tiros no Equador ao sair de um comício;
- Donald Trump (2024) – atingido na cabeça por disparo de fuzil em plena campanha nos EUA;
- Miguel Uribe Turbay (2025) – baleado na cabeça e na perna por um adolescente em Bogotá.
Esses atentados reacendem um alerta sobre os riscos da radicalização política, do discurso que transforma adversários em inimigos e da indulgência com o crime, quando este serve a interesses ideológicos.
A democracia está sangrando — e não é só no campo das ideias.